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Esse blog tem por objetivo a difusão primeira do ESPIRITISMO, fundamentada nos princípios básicos da Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec.

28/05/2017

8ª Aula Parte A - O PAPEL DOS MÉDIUNS NAS COMUNICAÇÕES

Os Médiuns são os intérpretes incumbidos de transmitir aos homens os ensinos dos Espíritos; ou, melhor, são os órgãos materiais de que se servem os Espíritos para se expressarem aos homens por maneira inteligível. (Allan Kardec - E.S.E. Cap. 28 item 9). 

“O papel dos médiuns difere essencialmente conforme os casos. Eles passam por todos os graus do transe, de acordo com as absorções que lhes devem ser feitas”. (No Invisível - Leon Denis - Cap. XX) 

O médium desempenha um papel essencial no estudo dos fenômenos espíritas. Participa através do seu invólucro fluídico, da vida do Espaço e, através do corpo físico da vida terrestre, é ele o intermediário entre os dois mundos. (No invisível - Leon Denis - Cap. IV) 

A comunicação entre os Espíritos se realiza unicamente pela irradiação do pensamento. O pensamento não necessita de vestes ou palavras para ser compreendido, pois são captados pelo direcionamento dos mesmos e entendimento conforme o adiantamento de cada Espírito. Contudo, os seres encarnados, só podem comunicar-se pelo pensamento traduzido em palavras, que se tomam necessárias para assuas idéias, o Espírito necessita de um instrumento: esse instrumento é o médium. Qualquer que seja a natureza dos médiuns, os processos de comunicação não variam na essência, realizam-se unicamente pela irradiação do pensamento. O Espírito do médium recebe a comunicação do Espírito e a transmite por meio de seus órgãos corporais, servindo assim de interprete, porque esta ligado ao corpo que serve para comunicação. 

Os Espíritos não têm senão a linguagem do pensamento que é o idioma universal, compreendido por todos, tanto pelos homens quanto pelos Espíritos. Assim, podemos deduzir que as principais características relacionadas ao papel do médium nas comunicações, são as seguintes: 

- Ele é sempre ativo, seja consciente ou inconsciente, intuitivo ou mecânico, dele sempre depende a transmissão e a pureza das mensagens; e assim sendo, a passividade do médium e uma concordância determinada por sua vontade. 

- O Espírito não se serve das idéias do médium, mas das referências existentes no na sua mente para exprimir os seus próprios pensamentos. 

- O estudo para o desenvolvimento intelectual e moral favorece a comunicação, pois nesse caso o Espírito comunicante encontra na mente do médium os elementos apropriados a roupagem de palavras correspondentes ao seu pensamento.. Assim quando encontra num médium, a mente cheia de conhecimentos adquiridos na vida atual e conhecimentos anteriores latentes, os pensamentos se comunicam instantaneamente. 

- O médium menos preparado torna o trabalho dos Espíritos mais demorado e penoso, pois há necessidade de decompor os pensamentos e muitas vezes ditar palavra por palavra. O médium mal aparelhado exige um trabalho semelhante à comunicação por pancadas. 

As comunicações dos Espíritos trazem sempre, em maior ou menor grau, o cunho pessoal do médium quanto à forma e estilo, embora o pensamento não seja absolutamente dele, e não faça Parte de suas preocupações habituais, o médium não deixa de exercer sua influência, dando-lhe as qualidades e propriedades características a sua individualidade. 

Bibliografia: KARDEC, Allan. Evangelho Segundo Espiritismo: Cap. 28, item 9 KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns. 2ª parte, cap. IV item 74, perg. 8, 19 e Cap. XIX DENIS, Leon. No invisível: Cap. IV e XX XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Irmão X). Lazaro Redivivo: Cap. 04 XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Caminho Verdade e Vida: Lição 69 XAVIER, Francisco Cândido (André Luiz). Missionários da Luz: Cap. 3  

Parte B - SERVIÇO MEDIÚNICO E A INFLUÊNCIA MORAL DO MÉDIUM

 O médium como instrumento utilizado pelo Espírito para transmissão de suas idéias é totalmente responsável pelo desempenho de sua tarefa. A responsabilidade pela mesma deve permear seu trabalho através da dedicação com a qual se aplica a ela, no dia a dia, desempenhando o seu trabalho mediúnico com o exato sentido do dever a realizar. “O dever começa precisamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou o repouso do vosso próximo; termina no limite em que não gostaríeis de vê-lo passar além de vos mesmos. (E.S.E., Cap. XVII, item 7) 

Embora a presença da mediunidade não seja necessariamente indicio de elevação moral, o mesmo ocorre com seu uso, que dependera do tipo de sintonia que o médium estabelecera com os Espíritos, superiores ou inferiores. O trabalhador do bem é reconhecido pela qualidade de seu caráter e pelo cultivo das virtudes. Amoral crista é seu guia diário de conduta, pois o Espiritismo não cria nenhuma nova moral. Facilita aos homens a inteligência e a prática da moral do Cristo. 

Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz parra dominar suas mas inclinações. (E.S.E. Cap. XVII, item 4). A maturidade do senso moral, ainda que inerente no desenvolvimento do Espírito encarnado exige um árduo trabalho para quebrar os laços da matéria, que em alguns são muito fones para permitir ao Espírito desligar-se das coisas da Terra. 

A reforma íntima juntamente com o esclarecimento decorrente das Leituras das obras da codificação propicia a real consciência dos processos mediúnicos, de suas modalidades, das particularidades de seu desenvolvimento, da responsabilidade de sua prática que dá condições ao médium de conhecer sua própria sensibilidade mediúnica. 

O médium, acima de tudo, deve estar convencido da necessidade de servir ao próximo, levando esperança e consolo através do influxo da esfera superior e do correto embasamento cristão, com humildade suficiente para colaborar sem impor-se e com a determinação voltada à realização da tarefa. 

“A experiência humana não é uma estação de prazer. O homem permanece em função de aprendiz e, nessa tarefa, é razoável que saiba valorizar a oportunidade de aprender, facilitando o mesmo ensejo ao semelhante.” (CVV - n° 3) 

“Haverá na experiência de cada um de nos a ordenação do Criador e o serviço da criatura. Não basta multiplicar as promessas ou pedir variadas tarefas ao mesmo tempo. Antes de tudo, é indispensável receber a ordenação do Senhor cada dia, e executá-la do melhor modo”. (Vinha de Luz -19). 

“O conhecimento doutrinário beneficia aqueles que, em sessões mediúnicas, operam no intercâmbio, assim como aqueles que, sem se aperceberem, transmitem na conversação inspirações da Esfera Espiritual” (Martins Peralva - Mediunidade e Evolução, lição 7). 

Bibliografia: KARDEC, Allan. Evangelho Segundo Espiritismo: Cap. XVII, itens 4 e 7 XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Roteiro: Caminho Verdade e Vida: Lição 3 XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Vinha de Luz: Lição 19 PERALVA, Martins. Mediunidade e Evolução: Lição 7 Novo Testamento: I Epístola de João, 4:1 PUGLIA, Silvia C. S. C. – CDM  

Questões para reflexão: 
1) Explique o que é ser médium e qual o seu papel nas tarefas mediúnicas. 
2) Comente a dificuldade dos Espíritos, quando nas suas comunicações, dependem de médiuns despreparados.
 3) Descreva a importância da vigência mediúnica no aprendizado do médium. 
 4) Explique o valor do cumprimento das atividades de cada um de nós nos serviços mediúnicos, e o que pode ocorrer com aqueles que conscientes de suas tarefas, desprezam as oportunidades de servir.  
Parte C - DPM - MÉTODO DAS CINCO FASES – TERCEIRA FASE: CONTATO 


FEESP - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA – 1º. ANO 

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