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28/05/2017

11a Aula Parte A - ANIMISMO E MISTIFICAÇÃO

Animismo: sistema fisiológico que considera a alma como causa primaria de todos os fatos intelectuais e vitais (do latim: anima = alma +ismo + doutrina). 

George Ernst Sthal (1660-1734) médico e químico alemão refutou o estudo, em medicina, da anatomia, da filosofia e da química, por entender que a cura de um doente estava baseada na alma. Assim , estabeleceu o sistema que se tornou célebre pelo nome de animismo. 

O Espiritismo, desde o inicio, expõe o fenômeno anímico como à manifestação da alma do médium, portanto, em conceituação diferente daquela fixada por Stahl. A alma do médium pode manifestar-se como qualquer outro Espírito, desde que goze de certo grau de liberdade, pois recobra os seus atributos de Espírito e fala como tal e não como encarnado. 

Devemos lembrar que, o perispírito é o órgão sensitivo do Espírito, por meio do qual este percebe coisas espirituais que escapam aos sentidos corpóreos. Pelos órgãos do corpo, a visão, a audição e as diversas sensações são localizadas e limitadas as percepção das coisas materiais, pelo sentido espiritual , ou psíquico, elas se generalizam: o Espírito vê, ouve e sente, por todo o seu ser, tudo o que se encontra na esfera de irradiação do seu fluido perispirítico. (GE. Cap. XIV item 22) 

Kardec conta-nos um fato anímico: Um senhor, habitante da província, nunca quis casar-se, malgrado as instancias de sua família. Um dia, estando em seu quarto, ficou admiradíssimo de se ver em presença de uma jovem, vestida de branco, e a cabeça ornada com uma coroa de flores. Surpreso com essa aparição, e estando seguro de que estava acordado, informou-se se alguém tinha vindo nesse dia; mas lhe disseram que pessoa alguma fora vista. Um ano depois cedendo às novas solicitações de uma parenta, decidiu ir ver a jovem que lhes propunham. Chegou no dia de Corpus Christi, e, quando voltava da procissão, uma das primeiras pessoas que vê (entrando na casa e uma jovem que reconhece como sendo a que lhe tinha aparecido; estava vestida do mesmo modo. Ele ficou desorientado e, de sua parte, a jovem soltou um grito de surpresa e sentiu-se mal. Voltando a si, disse: eu já tinha visto esse senhor em igual dia do ano precedente. Isso foi em 1835. (LM, Cap. VII, item 117). 

Ernesto Bozano em seu livro - “Animismo ou Espiritismo‘?” Cap. III esclarece que, as comunicações mediúnicas entre vivos (fenômenos anímicos) provam a realidade das comunicações mediúnicas com os desencarnados (fenômenos espíritas). 

Os Espíritos Erasto e Timóteo, explicam: “O médium, no momento em que exerce sua faculdade, o seu estado não difere sensivelmente do estado normal, sobretudo nos médiuns escreventes. Acrescenta que, a alma do médium pode se comunicar como a de qualquer outro” (LM. Cap. XIX, item 223). Cada médium revestirá o pensamento recebido com suas próprias palavras, e Kardec ressalta que “a expressão desse pensamento pode e deve mesmo mais frequentemente, ressentir-se da imperfeição desses meios” (LM, Cap. XIX, item 224). 

“Como um médium cuja inteligência atual ou anterior esteja desenvolvida, nosso pensamento se comunica instantaneamente, de Espírito a Espírito, graças a uma faculdade peculiar a essência mesma do Espírito. Nesse caso encontramos no cérebro do médium os elementos apropriados a roupagem das palavras correspondentes a esse pensamento.... É por isso que apesar de diversos Espíritos se comunicarem através do médium , os ditados por ele recebidos trazem sempre o cunho pessoal do médium, quanto à forma e estilo. Porque embora o pensamento não seja absolutamente dele, o assunto não se enquadre em suas preocupações habituais, o que desejamos dizer não provenha dele de maneira alguma, ele não deixa de exercer sua influência na forma, dando-lhe as qualidades e propriedades características de sua individualidade” (LM , cap. XIX item 225) 

Para que se possa distinguir se e o Espírito do médium ou outro Espírito que se comunica, e necessário observar a natureza das comunicações, através das circunstâncias e da linguagem. Quanto à diferenciação entre o pensamento do médium e do Espírito comunicante no médium intuitivo, Kardec diz que: “A distinção, de fato, e às vezes bastante difícil de fazer. Pode-se, entretanto, conhecer o pensamento sugerido pela razão de não ser jamais preconcebido, surgindo na proporção em que escreve ...” 

André Luiz conceitua animismo como o “conjunto dos fenômenos psíquicos produzidos com a cooperação consciente ou inconsciente dos médiuns em ação” (“Mecanismos da Mediunidade”, Cap.23). Em outro livro , o mesmo autor conceitua o fenômeno anímico como uma forma de desdobramento da alma, que se vê possuída. Há uma espécie de manifestação anímica descrita por André Luiz mostrando que, muitas vezes, o que se assemelha a um transe mediúnico, nada mais e do que o médium desajustado, revivendo cenas e acontecimentos no seu mundo subconsciente, fenômenos esse motivado pelo contato magnético, pela aproximação de entidades que partilharam as remotas experiências. (“Nos Domínios da Mediunidade”, Cap. 22) 

Nessa hora, o médium se comporta e se expressa como se ali estivesse realmente um Espírito a se comunicar. Nessas condições, diz André Luiz, “a idéia de mistificação talvez nos impelisse a desrespeitosa atitude, diante do seu padecimento moral. Por isso, nessas condições, é preciso armar o coração de amor, a fim de que possamos auxiliar e compreender. Um doutrinador sem tato fraterno apenas lhe agravaria o problema, porque, a pretexto de servir à verdade, talvez lhe impusesse corretivo inoportuno ao invés de socorro providencial. Primeiro, é preciso remover o mal, para depois fortificar a vitima na sua própria defesa.” (“Nos Domínios da Mediunidade”, Cap. 22) 

Mistificar: enganar, burlar, trapacear, tapear, iludir. O primeiro sentido foi o de iniciar alguém nos mistérios de um culto, tomá-lo iniciado. Deriva do grego “mysthés”, donde procede “mysthérion“ mistério. As mistificações são o escolho mais desagradável da prática mediúnica, mas, para evitá-la, há “um meio muito simples , que é o de não pedir ao Espiritismo nada mais do que ele não pode e deve dar-vos: seu objetivo é o aperfeiçoamento moral da humanidade. Desde que não vos afasteis disto, jamais sereis mistificados, pois não há duas maneiras de se compreender a verdadeira moral, mas somente aquela que todo homem de bom senso pode admitir .... Se nada pedem, aceitam o que dizem, o que da na mesma. Se recebessem com reserva e desconfiança tudo o que se afasta do objetivo essencial do Espiritismo, os Espíritos levianos não os enganariam tão facilmente“. (LM, 2ª parte, Cap. XXVII, item 303). Do que se conclui que só é mistificado aquele que merece. 

Perguntou-se ao Espírito Emmanuel se a mistificação não demonstra desamparo dos mentores da esfera espiritual. Ele respondeu “A mistificação experimentada por um médium traz, sempre, uma finalidade útil, que é a de afastá-lo do amor próprio, da preguiça no estudo de suas necessidades próprias, da vaidade pessoal ou dos excessos de confiança em si mesmo. Os fatos de mistificações não ocorrem à revelia de seus mentores mais elevados, que somente assim, o conduzem a vigilância precisa e as realizações da humildade e a prudência no seu mundo subjetivo” (“O Consolador”, perg. 401). 

O charlatão mais hábil geralmente é aquele seguido por maior contingente de pessoas. Assim, é conveniente lembrar que, no intercâmbio com o mundo invisível, os novos discípulos devem precaver-se contra os perigos representados por criaturas desse gênero. O orgulho e a ostentação é o que impulsionam essas pessoas a agirem assim. A técnica de o homem se apresentar como o melhor, o mais bem aquinhoado, de salientar-se a frente dos outros, de ter a presunção de converter consciências alheias, são atributos divorciados da verdade. 

Abusa-se de tudo, mesmo das coisas mais sagradas; por que não se abusa na da Doutrina espírita? Mas o mau uso que se faz de uma ideia não pode prejudicar a própria ideia. 

Onde não há especulação, o charlatanismo nada tem a fazer. 

O objetivo da Doutrina Espírita é a Reforma Intima do ser humano, tendo como foco principal a revisão de Valores onde o senso de justiça se faz, urgentemente, necessário. Devemos ter como parâmetro o exemplo de Jesus. 

Bibliografia: 
FEESP - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA – 1º. ANO 
KARDEC, Allan. A Gênese: Cap. XIV item 22 KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns: cap. VII, item 117; cap. XIX, item 224 e225 – 2a Parte - Cap. XXVIII, item 303 XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Mecanismo da Mediunidade: Cap. 23 XAVIER, Francisco Cândido, VIEIRA, Waldo (Espírito André Luiz). Nos Domínios da Mediunidade: Cap. 22 XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). O Consolador: perg. 401  

Parte B - PARÁBOLA DA OVELHA PERDIDA 

Registra o Evangelho de Lucas (Cap. 15:3 a 7) que, o objetivo de Jesus foi colocar em evidência que a revelação das grandes verdades, provindas de Deus, não guarda relação com as posições de maior ou menor destaque exercidas pelos homens. 

Os ensinamentos religiosos pertinentes ao povo hebreu estavam guardados nos templos, e apenas os escribas podiam dar-lhes a interpretação que melhor conviesse aos interesses da religião predominante, entretanto, Jesus utilizou, muitas vezes, das parábolas para falar ao povo e aos discípulos. 

Numa certa época quando ensinava o Mestre aproveitando-se da presença dos fariseus e escribas que viviam a persegui-lo e, também, de um recurso cultural porque era sabedor que o povo hebreu tinha um grande apreço aos animais, contou a Parábola da Ovelha Perdida afim de tocar a sensibilidade e levar a esperança ao ser humano, possibilitando o conhecimento de um Deus que abre seus braços a seus filhos, norteando um rumo para humanidade em direção as coisas do Espírito.

Da mesma forma que o Mestre, em Espírito, surgiu na estrada de Damasco aos olhos atônitos de Paulo de Tarso, sugerindo-lhe o abandono do ódio e do fanatismo ; o Cristo não deixou de exemplificar a tolerância ao seu perseguidor , como contou na Parábola da Ovelha Perdida que as noventa e nove ovelhas, ou seus discípulos, estavam guardados em seu manto de luz, o Bom Pastor foi buscar a ovelha que estava perdida. Percebemos, assim, que os arautos do Céu continuam a produzir aos olhos dos homens novas estradas de Damasco, com vistas a orientá-los no roteiro certo que conduz a criatura ao Criador. 

A Doutrina Espírita propõe uma revisão de Valores, lembrando que o corpo serve, apenas, de morada para o Espírito, para o desempenho de aprendizado na Terra. Oferece, no entanto, resistências ponderáveis as inspirações transmitidas pelos mentores espirituais. Entretanto, os mensageiros do bem jamais deixam de nos inspirar bons pensamentos e de nos alertar no tocante aos nossos desvios, os quais poderão representar tenebrosos sofrimentos nesta e na outra existência. 

No laborioso processo de reforma intima da humanidade, existe uma dependência lógica e preponderante entre Jesus e nos, decorrência a revelação que o Mestre preceituou ser o caminho, a verdade e a vida, deixou bem claro que é por meio dele, dos ensinos dele emanados e contidos no Evangelho que se processara o nosso aprendizado, o qual nos dará condições de sermos considerados, de fato, herdeiros do Reino de Deus. 

A Parábola da Ovelha Perdida é, pois um atestado eloquente do amor de Deus pelas suas criaturas. Demonstra que o Pai, generoso e bom, jamais condena seus filhos, proporcionando a todos a oportunidade de encontrarem em si Valores superiores. 

Observamos que para haver alegria no Reino do nosso Pai por um filho que se regenera, é imperioso que a sua reforma interior seja consciente , devendo a criatura tomar por lema a advertência de Jesus Cristo: “Quem tomar do arado não deve mais olhar para trás”. 

Bibliografia: Bíblia de Jerusalém: Novo Testamento, Evangelho de Lucas, Cap. 15:3 a 7 GODOI Paulo Alves de. Crônicas Evangélicas PUGLIA, Silvia C. S. C. – CDM 


Questões para Reflexão 
1) Descreva o que você entendeu por animismo. 
2) No dizer de Emmanuel a mistificação tem uma finalidade útil; Comente esta afirmação. 
3) Correlacione a parábola da ovelha perdida com aqueles que se*perdem pelos caminhos da própria evolução. 
4) Analise a advertência de Jesus: “Quem tomar do arado não deve mais olhar para trás.  

Parte C - DPM - 4ª fase - ENVOLVIMENTO Retomamos, nesta aula, a fase do envolvimento. 

Esse momento é de bem estar, pois estamos sendo abraçados pelo Benfeitor, que se fará perceptível através de sua energia amorosa, nos passando coragem e perseverança. 

O aluno acompanha o exercício, atento às sensações que tiver, pois elas podem variar a cada vez que o repetimos de acordo com as pessoas que participam do objetivo do trabalho e até mesmo do nosso próprio estado físico e emocional. Desta forma adquirimos a experiência necessária para cumprirmos de maneira adequada a nossa tarefa mediúnica. 

É comum o aluno sentir o desejo de passar mensagens já nesta fase, seja através da psicofonia ou psicografia; porém é necessário ter disciplina e aguardar até que seja o momento adequado para continuar. É necessário que o aluno esteja focado no tema da aula e acompanhe as orientações do dirigente da prática. 

# Disciplina é a mola propulsora da realização de qualquer tarefa #

10a Aula Parte A - MEDIUNIDADE: FACULDADE HUMANA - PERCEPÇÃO DOS ANIMAIS

Mediunidade: Faculdade Humana Mediunidade é termo criado por Allan Kardec, para designar uma faculdade que todos os seres humanos possuem e que lhes possibilita comunicar-se com os Espíritos.

 Sendo inerente ao homem, há registros históricos sobre a Mediunidade em todos os tempos e em todos os povos, apenas sob outras denominações se interpretações. Foi por meio dela que os Espíritos diretores puderam auxiliar na evolução espiritual do homem orientando-o, assistindo-o, em todas as fases da sua peregrinação no planeta terra. Vindo conviver com os homens ou dando-lhes, pela mediunidade as inspirações e os ensinamentos necessários; foram sempre eles, esses mentores devotados e solícitos, elementos decisivos dessa evolução. Através do tempo essa faculdade quase não se modificou, desde milênios; manteve os mesmos aspectos, variando os fenômenos e as manifestações conforme a necessidade espiritual evolutiva do homem. (Mediunidade -Edgard Armond). 

Todos os homens têm o seu grau de mediunidade, nas mais variadas posições evolutivas, e esse atributo do Espírito representa ainda, a alvorada de novas percepções para o homem do futuro, quando, pelo avanço da mentalidade do mundo, as criaturas humanas verão alargar se a janela acanhada dos seus cinco sentidos. 

No L.M. Cap. XIV - 159 os Espíritos afirmam que toda pessoa que sente, em um grau qualquer, a influência dos Espíritos, por isso mesmo é médium. Não é privilégio exclusivo; também são poucos nos quais não se encontrem alguns rudimentos dela. Pode-se, pois, dizer que todo mundo e, mais ou menos, médium. 

No Cap. XIX - 223, 224 e 225, acrescenta: para uma comunicação inteligente há necessidade de um intermediário inteligente, e esse intermediário é o médium, pois, os Espíritos não possuem a linguagem articulada, encontram no cérebro do médium os elementos próprios para darem ao seu pensamento a vestimenta da palavra correspondente, embora seja o médium intuitivo, semi-mecânico ou mecânico puro. 

Quando os Espíritos encontram num médium o cérebro enriquecido de conhecimentos adquiridos em sua vida atual, e seu Espírito rico de conhecimentos anteriores latentes, a comunicação e facilitada e há preferência, o que não ocorre com um médium de inteligência limitada e conhecimentos anteriores insuficientes. 

Camille Flammarion na sua obra “O desconhecido e os Problemas Psíquicos”, Cap. I, explana com sabedoria sobre as faculdades humanas que são fatos inexplicados, que pertencem ao domínio do desconhecido. São desta categoria os seguintes fenômenos: a telepatia, ou sensação à distância, as aparições ou manifestações de moribundos, a transmissão do pensamento, a visão em sonho, em estado sonambúlico, sem o concurso dos olhos, a presciência ou premonição certos ruídos inexplicados, os levantamentos ou levitações contrarias as da gravidade, os movimentos e transportes de objetos sem contato e muitos outros fenômenos estranhos para muitos inexplicáveis. Tudo esta na natureza, tanto o desconhecido como o conhecido, e o sobrenatural não existe. Os eclipses, os cometas, as estrelas eram vistos como sobrenaturais, como manifestações da cólera divina, antes de se ter o conhecimento das leis que os regem. Todos os nossos conhecimentos humanos poderiam ser representados por uma minúscula ilha rodeada por um oceano sem limites. 

No dia de Pentecostes, vários fenômenos mediúnicos marcaram a tarefa dos apóstolos, mesclando-se efeitos físicos e intelectuais. Neles mostram-se os Valores mediúnicos a serviço da Religião Cósmica do Amor e da Sabedoria, situando-se desse modo, a Justiça Perfeita, no íntimo de cada um, para que se outorgue isso ou aquilo, a cada Espírito, de conformidade com as próprias obras. (A. Luiz - Nos Domínios da Mediunidade, Cap. XXVI) Gabriel Delanne, no livro “A Alma é Imortal” cita impressões produzidas pela aparições dos animais, a irrefutável percepção de espirilos que tem os animais, bem como, o terror que eles manifestam quando os percebem e a atitude que assumem, tio diferente da que guardam em presença dos fenômenos naturais. 

Percepções dos Animais O Espiritismo ensina que tudo se evolui no universo. Darwin abordou a evolução no plano da matéria, Kardec mais ousado enunciou a evolução do Espírito. (O Espírito e o Tempo - J. Herculano Pires) Tudo é transição na natureza, pelo fato mesmo de que nada é semelhante e que, todavia tudo se liga. (L.E, Cap. XI, q. 589) 

No L. E, questão 588, encontramos os apontamentos seguintes a respeito das faculdades perceptivas na fase rudimentar nos reinos inferiores da evolução da espécie: há nas plantas, como nos animais uma espécie de instinto de conservação dependendo da extensão que seda a esse termo. 

Na maioria dos animais há neles uma espécie de instinto de inteligência, cujo exercício é mais exclusivamente concentrado sobre os meios de satisfazerem suas necessidades físicas e proverem a sua conservação. L.E. Cap. XI-593 

No livro “O Consolador”, Emmanuel, pela psicografia de F. C. Xavier, vem de encontro a esse apontamento: “Os irracionais não possuem faculdades mediúnicas propriamente ditas. Contudo, têm percepções psíquicas embrionárias, condizentes ao seu estado evolutivo”. 

Erasto, no L.M., Cap. XXII, item 236, afirma: “Há um princípio que, estou seguro, é admitido por todos os espíritas: é que os semelhantes agem com seus semelhantes e como seus semelhantes. Ora quais são os semelhantes dos Espíritos senão os Espíritos encarnados ou não? 

Os animais adestrados compreendem certos pensamentos, mas já os vistes reproduzi-los? Conclui, pois, que os animais não podem servir de intérpretes. 

No Gênesis 1: 24 (Bíblia de Jerusalém) referindo-se a Criação de Deus diz: “Que a terra produza seres vivos segundo a sua espécie, animais domésticos, répteis e feras segundo sua espécie e assim se fez”. 

Continuando: 1:26 - “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança, e que eles dominem sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos, todas as feras e todos os répteis que rastejam sobre a terra.” 

Em Eclesiastes 3:21 afirma: “Não procures o que é muito difícil para ti, não investigues o que Vai além de tuas forças”. 

É possível que Erasto tenha se mirado nesses ensinamentos e conhecendo a imperfeição da humanidade falava de uma fase transitória do principio inteligente na sua caminhada evolutiva, e que naquela condição, os animais não podiam ser comparados ao ser humano. 

André Luiz, no livro “Mecanismo da Mediunidade”, cap. X, diz: “Nos reinos inferiores da natureza, a Corrente mental restringe-se a impulsos de sustentação nos seres de constituição primaria, a começar dos minerais, preponderando nos vegetais e avançando pelo domínio dos animais mais simples, para se evidenciar mais complexa nos animais superiores que já conquistaram bases mais amplas a produção do pensamento continuo”. 

Emmanuel, em “O Consolador” perg. 79, afirma: “A escala do progresso é sublime e infinita. O mineral é atração. O vegetal é sensação. O animal é instinto. O homem razão. O anjo é Divindade. Busquemos reconhecer a infinidade de laços que nos unem nos Valores gradativos da evolução e ergamos em nosso íntimo o santuário eterno da fraternidade universal”. 

Fechando Cap. XXII do “Livro dos Médiuns” diz Erasto, “Parar resumir: os fatos medianímicos não podem se manifestar sem o concurso consciente ou inconsciente de médiuns; e não é senão entre os encarnados, Espíritos como nos que podemos encontrar aqueles que nos sirvam de médiuns”. 

Bibliografia: KARDEC, Allan - Livro dos Médiuns KARDEC, Allan - Livro dos Espíritos ARMOND, Edgard. Mediunidade XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). O Consolador XAVIER, Francisco Cândido (André Luiz). Mecanismo da Mediunidade FLAMMARION, Camille. O Desconhecido e os Problemas Psíquicos PRADA, Irvênia. A Questão Espiritual dos Animais  

Parte B - ÊXITO MEDIÚNICO 

A faculdade mediúnica é uma condição natural do desenvolvimento dos seres humanos. E uma faculdade comum a todos, ou seja, está presente no desenvolvimento inato das criaturas. 

O surgimento da mediunidade não depende de idade, condição social, sexo ou lugar. Pode surgir na infância, adolescência, na idade madura ou mesmo na velhice. 

Os sintomas variam ao infinito: 
 Sensação de enfermidade, só aparente;
 Calafrios e mal estar; 
 Irritações estranhas; 
 Pode ser espontânea ou exuberante. 

É como um botão de rosa que desabrocha, para no encanto de uma rosa, embelezar a vida. “Emmanuel”.  A Doutrina Espírita como um jardineiro cuidará de seu crescimento, ensinando que o adubo da paciência, perseverança, boa vontade, humildade, sinceridade, estudo e trabalho são os ingredientes que vão enriquecer na educação e aprimoramento desta faculdade valiosa onde o médium caminha na sua evolução espiritual. São os talentos divinos atribuídos ao homem para que sejam aproveitados na obra de redenção da humanidade e de si mesmo. 

As tarefas mediúnicas bem conduzidas, com a consequente valorização dos bens divinos, converterão o medianeiro em instrumento e representante da mediunidade vitoriosa. (“Mediunidade e Evolução” Martins Peralva)  

Mediunidade é igual ao trabalho: acessível a todos. 

Qualquer médium também é suscetível de ser mobilizado, na produção de fenômenos múltiplos, favorecendo pesquisas e observações, com algum proveito, mas se quisermos rendimento medianímico, seguro e incessante na composição doutrinária do Espiritismo, cada tarefeiro da mediunidade, embora pronto a colaborar, seja onde for no levantamento do bem, é convidado a consagrar-se a própria função, conquanto possua faculdades diversas, amando-a, estudando-a, desenvolvendo-a e praticando-a no serviço ao próximo, que será sempre serviço a nos mesmos. (“Opinião Espírita”)  

No Campo da mediunidade, o dever retamente cumprido é a bussola que propiciara rumo certo, ao porto seguro. (“Religião dos Espíritos”)  

Em sua luminosa passagem o fenômeno mediúnico, por toda parte, é intimado à redenção da consciência. (Religião dos Espíritos) 

Sobretudo, lembra-te sempre de que o talento mediúnico, encerrado nas tuas mãos, deve ser a tela digna em que os mensageiros da Espiritualidade Maior, possam criar as obras primas da caridade e da educação dignos de se expor ao publico. (“Religião dos Espíritos”) 

A mediunidade é aquela luz que seria derramada sobre toda a carne prometida pelo Divino Mestre aos tempos do Consolador, atualmente em curso na terra. Sendo luz que brilha na carne, a mediunidade é atributo do Espírito, patrimônio da alma imortal, elemento da posição moral da criatura terrena, enriquecendo todos os seus Valores no capitulo da virtude e da inteligência, sempre que se encontre ligada aos princípios evangélicos na sua trajetória pela face do mundo. (O Consolador, 382). 

Mantenhamos a constância no estudo e na ação. O médium evoluirá trabalhando e se elevará servindo. Nada de reclamações nem bravatas. Tomemos cada qual de nos, os tarefeiros nos dois planos de vida, as obrigações que nos competem sem o intento de exceder a nossa capacidade, mas sem deixar de sermos uteis a pretexto de modéstia. (“Sol Nas Almas”) 

A mediunidade de hoje, com seu imenso cortejo de aflições e desequilíbrios, deixara de existir, e surgira a Mediunidade Gloriosa, fonte dos mais elevados ideais, jorrará fertilizando a sementeira da fraternidade instituída pelo Mestre Galileu no cenário da Palestina. 

O ensino de Jesus, aplicando a Mediunidade é claro: “Daí de graças que de graça recebestes.” (Martins Peralva) 

Bibliografia: XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo (Espírito André Luiz). Sol Nas Almas XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). O Consolador XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Opinião Espírita XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Religião dos Espíritos PERALVA, Martins. Mediunidade e Evolução  SANTO, Francisco do Espírito. A Imensidão dos sentidos PUGLIA, Silvia C. S. C. – CDM 

Questões para Reflexão
 1) Explique porque o ato mediúnico só possível entre os humanos.
 2) Explique o que ocorreu no fenômeno da mula de Balaão visto que a faculdade mediúnica é exclusivamente humana. 
3) Exponha em linhas gerais o que é necessária para se obter êxito nas tarefas mediúnicas. 4) Comente sobre a moral do médium no trabalho mediúnico.  

Parte C - DPM - CONCENTRAÇÃO, 1ª, 2ª E 3ª FASES 

Para que possamos perceber cada fase é necessário exercitarmos várias vezes dando-nos confiança e segurança na realização da tarefa. 

FEESP - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA – 1º. ANO  

9a Aula Parte A – MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS

Manifestações Inteligentes - Manifestações Físicas 

Manifestações inteligentes: quando revelam um pensamento. Toda a manifestação que comporte um sentido, não fora senão um simples movimento ou ruído que acuse certa liberdade de ação, responde a um pensamento ou obedece a uma vontade, é uma manifestação inteligente. Ocorre em todos os graus. (R.E. de 1858 - Teorias das Manifestações Físicas). 

Manifestações físicas: são aquelas que se traduzem por fenômenos sensíveis, tais como os ruídos, o movimento e o deslocamento de objetos, Essas manifestações não comportam, muito frequentemente, nenhum sentido direto; elas não têm por objetivo senão chamar a nossa atenção sobre alguma coisa, e nos convencer da presença de uma força superior a do homem. Umas são espontâneas, independentes da vontade humana, e outras podem ser provocadas. (R.E. de 1858 - Diferentes Naturezas de Comunicações) 

Manifestações físicas provocadas: O conhecido fato das chamadas “mesas girantes”, pertence a este tipo de manifestação. Esse efeito se produz em qualquer outro objeto, mas sendo a mesa o mais empregado, o nome de mesas girantes prevaleceu na designação desta espécie de fenômenos, sendo o ponto de partida da Doutrina Espírita. 

Para a produção do fenômeno é necessário a participação de um ou mais médiuns, não importando o sexo, o tipo de vestimenta, se estão com as mãos unidas ou não (acreditava-se na ação de uma espécie de corrente elétrica, mas que a experiência mostrou a sua inutilidade). E realmente necessário o recolhimento dos participantes, o silêncio absoluto e, sobretudo a perseverança, quando a manifestação demora. O tempo de espera depende da capacidade mediúnica dos participantes. 

Temos assim a seguinte questão: a que atribuir esse efeito? Pensou se inicialmente numa possível ação de uma Corrente elétrica ou magnética ou pela de um fluído qualquer. Esta solução teria prevalecido se outros fatos não viessem demonstrar a sua insuficiência. Esses novos fatos consistem na prova de inteligência dada aos fenômenos, e, como todo efeito inteligente tem uma causa inteligente, tornou-se evidente que mesmo admitindo-se a ação da eletricidade ou de qualquer outro Fluido, havia a presença de outra causa. 

O primeiro efeito inteligente que se observou foi precisamente o desobediência as ordens dadas. Sem mudar de lugar, a mesa se erguia sobre os pés que lhes eram indicados. Depois ao abaixar-se, dava um determinado numero de pancadas' para responder a uma pergunta. De outras vezes sem o contato de ninguém a mesa passeava sozinha pelo aposento, avançando para a direita ou à esquerda, para frente ou para trás e executando diversos movimentos que os assistentes ordenavam. 

Por meio de pancadas obtinham-se efeitos ainda mais inteligentes, como a imitação do rufar dos tambores, do ruído de uma serra, das batidas de um martelo, do ritmo de diversas musicas etc. Observou-se que se havia uma inteligência oculta, ela podia responder as perguntas, sim ou não segundo o numero de pancadas convencionado, poderia ainda estabelecer-se um numero de pancadas correspondentes as letras do alfabeto, para formação de palavras e frases. Repetido esses fenômenos por milhares de pessoas em vários países, esses fatos não podiam deixar dúvidas sobre a natureza inteligente das manifestações. 

Desse meio surgiram outros, e assim se chegou ao de comunicações escritas, que foram obtidas inicialmente por meio de uma pequena e leve mesa a que se adaptava um lápis, colocando-a sobre uma folha de papel, sendo substituídas por cestinhas, caixas de papelão, e por fim de simples pranchetas. Descobriu-se mais tarde que esses apetrechos poderiam ser dispensados, visto que a própria mão do médium, impulsionada de maneira involuntária, escrevia sob a influência do Espírito, sem o concurso da vontade ou do pensamento dele. 

Vimos assim que a sucessão dos fatos levaram a constatação da interferência, nesses fenômenos, de inteligências ocultas, ou seja dos Espíritos. 

Como pode o Espírito mover um corpo solido? O esclarecimento vem por intermédio do Espírito são Luis, em “O Livro dos Médiuns”, Cap. IV item 74: “O Espírito pode mover um corpo sólido, combinando uma por ação do fluido universal com o fluido que se desprende do médium apropriado a esses efeitos”. 

Quando uma mesa se move, sem a intervenção de alguém, é porque o Espírito evocado tirou do fluido universal o que anima essa mesa de uma vida artificial. Assim preparada, o Espírito a atrai e a movimenta, sob a influência do seu próprio fluido, emitido por sua vontade. Quando a massa que deseja mover é muito pesada para ele, pede a ajuda de outros Espíritos da sua mesma condição. Por sua natureza etérea, o Espírito não pode agir sobre a matéria grosseira sem intermediário, ou seja, sem o liame que o liga a matéria. Esse liame que chamais perispírito, oferece a chave de todos os fenômenos espíritas materiais”. São os Espíritos com maior densidade do perispírito que provocam esses fenômenos, pois os Espíritos Superiores dispõem de um perispírito mais sutil e, quando necessitam provocar esses fenômenos se utilizam daqueles que tem essa condição, assim como os encarnados utilizam se de carregadores para executar determinadas tarefas. 

Qual a necessidade do médium? É necessária a união do fluido animalizado do médium e do fluido universal para dar vida ao objeto desejado, mas não se deve esquecer que essa vida é apenas momentânea, extinguindo-se com a mesma ação, e muitas vezes que a ação termine, quando a quantidade de fluido já não é mais suficiente para animar tal objeto. 

O Espírito não poderia agir sozinho? O Espírito necessita do fluido animal do médium, e, pode agir a revelia do médium subtraindo-lhe o fluido necessário, agindo como a tirar de uma fonte o fluido animal ”que necessita. O Espírito pode ainda, para produzir o fenômeno, retirar o fluido animalizado de uma pessoa distante. É necessário que Espírito queira que tenha um objetivo, um motivo para fazê-lo. É necessário que encontre ainda precisamente no lugar que pretende agir uma pessoa apta a ajudá-lo, mesmo que apareça inesperadamente. Mas apesar das circunstancias favoráveis, ele poderia ser impedido por uma vontade superior que não lhe permitisse agir como quer. Pode também só lhe ser permitido agir dentro de certos limites, nos casos em que essas manifestações sejam consideradas úteis, seja para servirem como meio de convicção ou de experiência para a pessoa que as suporta. 

Manifestações físicas espontâneas: Assim como o Espírito envolvia a mesa dando-lhe uma vida artificial, pode também envolver objetos que fará uso segundo seu objetivo e sua vontade (não havendo assim a evocação). Temos como exemplo o caso do Espírito perturbado - o trapeiro da Rua dos Noyers. Quando foi o Espírito evocado para os devidos esclarecimentos, disse que foi uma criada que serviu de instrumento, e, que apenas procurava se divertir atirando pedras. Relata que os objetos que atirava encontrava no pátio e nos jardins vizinhos, envolvia-os no fluido da médium juntamente com o seu e os atirava. Esclarece ainda que não criava os objetos, embora até pudesse fazê-lo, o que seria muito mais difícil, mas diz ele: “em último caso a gente mistura matérias e faz qualquer coisa”. (Revista Espírita 1858) 

De todas as manifestações espíritas, as mais simples e frequentes são os ruídos e as pancadas. Antes de analisarmos essa manifestação é necessário que tenhamos a certeza de que não operam causas naturais para sua produção tais como vento que assobia ou sacode um objeto, um efeito acústico, um animal oculto, um inseto e até mesmo brincadeiras de mau gosto. Os ruídos espirituais têm características inconfundíveis com intensidade e timbre muito variados. São facilmente reconhecíveis e não pode ser confundidos com os estalidos da madeira, o crepitar do fogo ou o tique e taque de um relógio. São golpes secos, às vezes surdos, fracos e leves. o meio mais eficaz de constatar é submetê-los a nossa vontade. Se eles se fizerem ouvir do lado que indicarmos, se responderem ao nosso pensamento dando o numero que pedimos, aumentando ou diminuindo sua intensidade, não podemos negar a presença de uma causa inteligente. Mas a falta de resposta nem sempre prova o contrário. 

Importante ressaltar que o medo frequentemente exagerou estes falos dando uma conotação supersticiosa e ate mesmo ridícula sugerindo contos de fantasmas e casas assombradas. Mas o meio mais seguro de prevenir os inconvenientes é dar a conhecer a verdade. As coisas mais simples tomam-se assustadoras quando ignoramos as causas. Havendo familiaridade com os Espíritos, e os que recebem suas comunicações, não mais acreditando que se trata de demônios, o medo desaparecera. Diz-nos o Livro dos Médiuns, no Cap. V item 82, que essas manifestações espontâneas podem ocorrer entre pessoas que nunca ouviram falar a respeito, e ocorrem quando elas menos podiam esperar. Esse fato é importante, pois não são pessoas portadoras de uma imaginação superexcitada pelas idéias espíritas, excluindo assim as suspeitas de conivência. 

Essas manifestações ocorrem muitas vezes por Espíritos que querem apenas se divertir, são Espíritos antes levianos do que maus. Riem dos sustos que pregam e do trabalho que dão para descobrir a causado tumulto. Muitas vezes apegam-se a uma pessoa e se divertem a incomodá-la por toda a pane, outras se apegam a um lugar por simples capricho, outras vezes querem chamar a atenção para estabelecer uma comunicação transmitindo um aviso útil ou mesmo um pedido. Pode ainda acontecer ser um caso de vingança. 

Entre as diferentes manifestações, uma das mais interessantes, é a do toque espontâneo de instrumento de música. Os pianos e os acordeons parecem ser para esse efeito, os instrumentos prediletos. Para entender esse fenômeno busquemos compreender que do mesmo modo que vemos um corpo se nos apresentar solido, liquido ou gasoso, segundo seu grau de condensação, de igual modo a matéria etérea do perispírito pode se apresentar no estado sólido, vaporoso visível ou vaporoso invisível. Pode ocorrer nessa matéria etérea, tal modificação, que o Espírito pode fazê-la sofrer uma espécie de condensação (que não é exatamente o termo, mas o que mais se aproxima dele) que a toma perceptível aos olhos do corpo. A condensação pode chegar ao ponto de produzir a resistência e tangibilidade. A movimentarem os instrumentos, mãos podem ser visualizadas e ate tocadas. Essa formação não é senão temporária ou acidental, por isso num dado momento pode nos escapar como uma sombra. Essa mão pode nos cravar as unhas na carne, nos beliscar, nos arrancar o que esta em nossos dedos, agarrar e transportar um objeto como nos mesmos o faríamos, pode dar golpes, erguer e virar uma mesa, agitar uma campainha, puxar cortinas, até mesmo dar uma bofetada. Perguntar-se-á, sem dúvida, como essa mão pode ter a mesma força no estado vaporoso invisível quanto no estado tangível. E por que não? Vemos o ar que tomba edifícios, o gás que lança um projétil, a eletricidade que transmite sinais, o fluido do ímã que ergue as massas. Por que a matéria etérea do perispírito seria menos possante? Argumenta Kardec na R.E. Maio 1858, teoria das manifestações físicas que é “uma nova ordem de idéias, uma luz inteiramente nova”.  

O fenômeno de transporte: A palavra aporte também serve para designar esse tipo de fenômeno. A tradição espírita incorporou o termo francês “apport” à língua portuguesa, como aconteceu no inglês, para designar também essa forma especial de transporte de objetos a recintos fechados. Este fenômeno só difere dos que tratamos acima pela intenção benévola do Espírito que o produz, pela natureza dos objetos quase sempre graciosos e pela maneira suave e quase sempre delicada porque são transportados. Consiste no transporte espontâneo de objetos que não existem no lugar da reunião. Trata-se geralmente de flores, algumas vezes de frutos, de confeitos, de joias etc. Alerta Kardec que esse fenômeno é dos que mais se prestam a imitação, e, portanto é necessário estar prevenido contra o embuste. 

Esclarece-nos Erasto, no L.M, Cap. V item “O fenômeno de transporte” que: esse fenômeno exige sempre maior concentração, e ao mesmo tempo maior difusão de certos fluidos que só podem ser obtidos com médiuns muito bem dotados. Assim como nas manifestações físicas o Espírito combina seu próprio fluido com o fluido animalizado do médium, e é nessa mistura que oculta e transporta o objeto. 

Bibliografia: KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns: cap. IV e V KARDEC, Allan. Revista Espírita: maio e junho de 1858 (Teoria das Manifestações Físicas); agosto 1858 (O caso de Noyers)  
Parte B - AS COMUNICAÇÕES ESPÍRITAS 

Ensina Paulo (I Epístola aos Coríntios, Cap. 12, versículo 7) que “cada um recebe o dom de manifestar o Espírito para a utilidade de todos”. Na seara espírita, a maioria inquieta-se pelo desenvolvimento imediato das faculdades mediúnicas. Todavia, a mediunidade não se resume em manifestações exteriores, e sim no aprimoramento interior de cada ser, por meio do conhecimento e do amor, as duas coordenadas que possibilitam a efetiva evolução, até a condição suprema do Espírito puro. Também não há que buscar destaque em nenhuma das diferentes espécies de mediunidade, querendo o médium, por exemplo, ser um grande vidente ou um grande psicógrafo, pois isso seria fruto do orgulho e da vaidade, vícios morais que, antes de tudo, devem ser combatidos pelo verdadeiro aprendiz. O que se deve buscar, constantemente, é o progresso espiritual, resultante do esforço e do trabalho de cada um. Todos os homens possuem mediunidade em maior ou menor grau, nas mais variadas posições evolutivas, e seu desenvolvimento não deve ser precipitado, mas sim, acompanhado pela educação, trabalho fraterno e da boa vontade do aprendiz. 

A espontaneidade é indispensável, considerando-se que as tarefas mediúnicas São conduzidas em conjunto com os mentores do plano espiritual. Não existe um tipo de mediunidade mais importante que o outro. E importante que o médium, com a faculdade definida, se conscientize com o Espírito de responsabilidade de sua tarefa, com dedicação sincera e fraternidade pura, para que sua tarefa não se tome improdutiva, necessária a evangelização de si mesmo, antes de se entregar as grandes tarefas doutrinárias, pois, de outro modo, poderá esbarrar sempre como personalismo, em detrimento ao trabalho espiritual. Diz Emmanuel, no livro “O Consolador”, perg. 389: “Os atributos medianímicos são como os talentos do Evangelho. Se o patrimônio divino é desviado dos seus fins, o mau servo toma-se indigno da confiança do Senhor da seara da verdade e do amor”. Diz ainda o Benfeitor Espiritual na mesma obra, na perg. 392: “O médium tem obrigação de estudar muito, observar intensamente e trabalhar em todos os instantes pela sua própria iluminação”. Emmanuel também destaca que o apostolado mediúnico é repleto de dificuldades: “O primeiro inimigo do médium reside dentro dele mesmo. Frequentemente é o personalismo, é a ambição, a ignorância ou a rebeldia no voluntário desconhecimento dos seus deveres a luz do Evangelho, fatores de inferioridade moral que, não raro, o conduzem a invigilância, à leviandade e à confusão dos campos improdutivos. Contra esse inimigo é preciso movimentar as energias íntimas pelo estudo, pelo cultivo da humildade, pela boa vontade, com o melhor esforço de auto educação, a claridade do Evangelho. O segundo inimigo mais poderoso do apostolado mediúnico não reside no campo das atividades contrárias a expansão da Doutrina, mas no próprio seio das organizações espiritistas, constituindo-se daquele que se convenceu quanto aos fenômenos, sem se convencer ao Evangelho pelo coração” (O Consolador - perg. 410). Portanto o mediunato, não se resume apenas no exercício puro e simples das mais diferentes faculdades, porque exige, antes de tudo, o trabalho e o sacrifício, com amor, na sublime tarefa de vivenciar Jesus. 

Bibliografia: Bíblia de Jerusalém: Novo Testamento, Paulo (I Coríntios, Cap. 12:7) XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Emmanuel). O Consolador: perg. 389, 392, 410 XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Emmanuel). Caminho, Verdade e Vida: itens 100 e 136 

Questões para reflexão: 
1) Faça a diferença entre manifestações espontâneas e manifestações provocadas. 
2) Discorra sobre o fenômeno de transporte e diga em que ele difere dos outros fenômenos. 
3) Interprete o ensinamento de Paulo aos Coríntios: “Cada um recebe o dom de manifestar o Espírito para a utilidade de todos”. 
4) Comente a afirmação de Emmanuel na pergunta 389 de O Consolador: “Os atributos medianímicos são como os talentos do Evangelho”.  

Parte C - DPM - CONCENTRAÇÃO, 1ª, 2ª E 3ª FASES 

Para que possamos perceber cada fase é necessário exercitarmos várias vezes, dando-nos confiança e segurança na realização da tarefa. Nesta aula o dirigente da prática retoma as explicações anteriores sobre a concentração e as três primeiras fases do PACEM: Percepção de Fluidos, Aproximação e Contato. 

CONCENTRAR: -Fazer convergir para um centro; -fixar o pensamento num ponto definido -fechar a mente para o exterior -abrir a mente para o mundo interior 

PERCEPÇÃO DE FLUIDOS / APROXIMAÇÃO – Vide aulas anteriores -Nesta fase, O Benfeitor atua diretamente nos Centros de Força, nos Plexos, nos Pontos Sensíveis, levando o médium a sentir a manifestação de sua faculdade mediúnica. -É necessário ao médium o estudo constante da Doutrina dos Espíritos, Evangelização e a prática do Evangelho Vamos reforçar o exercício repassando todas as fases anteriores. O dirigente da prática pede aos Benfeitores Espirituais que intensifiquem sua atuação em cada fase sobre os médiuns. 

# Ao fazermos várias vezes a mesma atividade, adquirimos a prática necessária para a tarefa desejada #  

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8ª Aula Parte A - O PAPEL DOS MÉDIUNS NAS COMUNICAÇÕES

Os Médiuns são os intérpretes incumbidos de transmitir aos homens os ensinos dos Espíritos; ou, melhor, são os órgãos materiais de que se servem os Espíritos para se expressarem aos homens por maneira inteligível. (Allan Kardec - E.S.E. Cap. 28 item 9). 

“O papel dos médiuns difere essencialmente conforme os casos. Eles passam por todos os graus do transe, de acordo com as absorções que lhes devem ser feitas”. (No Invisível - Leon Denis - Cap. XX) 

O médium desempenha um papel essencial no estudo dos fenômenos espíritas. Participa através do seu invólucro fluídico, da vida do Espaço e, através do corpo físico da vida terrestre, é ele o intermediário entre os dois mundos. (No invisível - Leon Denis - Cap. IV) 

A comunicação entre os Espíritos se realiza unicamente pela irradiação do pensamento. O pensamento não necessita de vestes ou palavras para ser compreendido, pois são captados pelo direcionamento dos mesmos e entendimento conforme o adiantamento de cada Espírito. Contudo, os seres encarnados, só podem comunicar-se pelo pensamento traduzido em palavras, que se tomam necessárias para assuas idéias, o Espírito necessita de um instrumento: esse instrumento é o médium. Qualquer que seja a natureza dos médiuns, os processos de comunicação não variam na essência, realizam-se unicamente pela irradiação do pensamento. O Espírito do médium recebe a comunicação do Espírito e a transmite por meio de seus órgãos corporais, servindo assim de interprete, porque esta ligado ao corpo que serve para comunicação. 

Os Espíritos não têm senão a linguagem do pensamento que é o idioma universal, compreendido por todos, tanto pelos homens quanto pelos Espíritos. Assim, podemos deduzir que as principais características relacionadas ao papel do médium nas comunicações, são as seguintes: 

- Ele é sempre ativo, seja consciente ou inconsciente, intuitivo ou mecânico, dele sempre depende a transmissão e a pureza das mensagens; e assim sendo, a passividade do médium e uma concordância determinada por sua vontade. 

- O Espírito não se serve das idéias do médium, mas das referências existentes no na sua mente para exprimir os seus próprios pensamentos. 

- O estudo para o desenvolvimento intelectual e moral favorece a comunicação, pois nesse caso o Espírito comunicante encontra na mente do médium os elementos apropriados a roupagem de palavras correspondentes ao seu pensamento.. Assim quando encontra num médium, a mente cheia de conhecimentos adquiridos na vida atual e conhecimentos anteriores latentes, os pensamentos se comunicam instantaneamente. 

- O médium menos preparado torna o trabalho dos Espíritos mais demorado e penoso, pois há necessidade de decompor os pensamentos e muitas vezes ditar palavra por palavra. O médium mal aparelhado exige um trabalho semelhante à comunicação por pancadas. 

As comunicações dos Espíritos trazem sempre, em maior ou menor grau, o cunho pessoal do médium quanto à forma e estilo, embora o pensamento não seja absolutamente dele, e não faça Parte de suas preocupações habituais, o médium não deixa de exercer sua influência, dando-lhe as qualidades e propriedades características a sua individualidade. 

Bibliografia: KARDEC, Allan. Evangelho Segundo Espiritismo: Cap. 28, item 9 KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns. 2ª parte, cap. IV item 74, perg. 8, 19 e Cap. XIX DENIS, Leon. No invisível: Cap. IV e XX XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Irmão X). Lazaro Redivivo: Cap. 04 XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Caminho Verdade e Vida: Lição 69 XAVIER, Francisco Cândido (André Luiz). Missionários da Luz: Cap. 3  

Parte B - SERVIÇO MEDIÚNICO E A INFLUÊNCIA MORAL DO MÉDIUM

 O médium como instrumento utilizado pelo Espírito para transmissão de suas idéias é totalmente responsável pelo desempenho de sua tarefa. A responsabilidade pela mesma deve permear seu trabalho através da dedicação com a qual se aplica a ela, no dia a dia, desempenhando o seu trabalho mediúnico com o exato sentido do dever a realizar. “O dever começa precisamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou o repouso do vosso próximo; termina no limite em que não gostaríeis de vê-lo passar além de vos mesmos. (E.S.E., Cap. XVII, item 7) 

Embora a presença da mediunidade não seja necessariamente indicio de elevação moral, o mesmo ocorre com seu uso, que dependera do tipo de sintonia que o médium estabelecera com os Espíritos, superiores ou inferiores. O trabalhador do bem é reconhecido pela qualidade de seu caráter e pelo cultivo das virtudes. Amoral crista é seu guia diário de conduta, pois o Espiritismo não cria nenhuma nova moral. Facilita aos homens a inteligência e a prática da moral do Cristo. 

Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz parra dominar suas mas inclinações. (E.S.E. Cap. XVII, item 4). A maturidade do senso moral, ainda que inerente no desenvolvimento do Espírito encarnado exige um árduo trabalho para quebrar os laços da matéria, que em alguns são muito fones para permitir ao Espírito desligar-se das coisas da Terra. 

A reforma íntima juntamente com o esclarecimento decorrente das Leituras das obras da codificação propicia a real consciência dos processos mediúnicos, de suas modalidades, das particularidades de seu desenvolvimento, da responsabilidade de sua prática que dá condições ao médium de conhecer sua própria sensibilidade mediúnica. 

O médium, acima de tudo, deve estar convencido da necessidade de servir ao próximo, levando esperança e consolo através do influxo da esfera superior e do correto embasamento cristão, com humildade suficiente para colaborar sem impor-se e com a determinação voltada à realização da tarefa. 

“A experiência humana não é uma estação de prazer. O homem permanece em função de aprendiz e, nessa tarefa, é razoável que saiba valorizar a oportunidade de aprender, facilitando o mesmo ensejo ao semelhante.” (CVV - n° 3) 

“Haverá na experiência de cada um de nos a ordenação do Criador e o serviço da criatura. Não basta multiplicar as promessas ou pedir variadas tarefas ao mesmo tempo. Antes de tudo, é indispensável receber a ordenação do Senhor cada dia, e executá-la do melhor modo”. (Vinha de Luz -19). 

“O conhecimento doutrinário beneficia aqueles que, em sessões mediúnicas, operam no intercâmbio, assim como aqueles que, sem se aperceberem, transmitem na conversação inspirações da Esfera Espiritual” (Martins Peralva - Mediunidade e Evolução, lição 7). 

Bibliografia: KARDEC, Allan. Evangelho Segundo Espiritismo: Cap. XVII, itens 4 e 7 XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Roteiro: Caminho Verdade e Vida: Lição 3 XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Vinha de Luz: Lição 19 PERALVA, Martins. Mediunidade e Evolução: Lição 7 Novo Testamento: I Epístola de João, 4:1 PUGLIA, Silvia C. S. C. – CDM  

Questões para reflexão: 
1) Explique o que é ser médium e qual o seu papel nas tarefas mediúnicas. 
2) Comente a dificuldade dos Espíritos, quando nas suas comunicações, dependem de médiuns despreparados.
 3) Descreva a importância da vigência mediúnica no aprendizado do médium. 
 4) Explique o valor do cumprimento das atividades de cada um de nós nos serviços mediúnicos, e o que pode ocorrer com aqueles que conscientes de suas tarefas, desprezam as oportunidades de servir.  
Parte C - DPM - MÉTODO DAS CINCO FASES – TERCEIRA FASE: CONTATO 


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7ª. Aula Parte A – AÇÃO DOS ESPÍRITOS SOBRE A MATÉRIA

Sabemos que os Espíritos estão revestidos de um envoltório vaporoso, formando neles um verdadeiro corpo fluídico, ao qual damos o nome de perispírito, cujos elementos são hauridos no fluído universal ou cósmico, principio de todas as coisas. 

Quando o Espírito se une ao corpo, nele existe com seu perispírito, que serve de laço entre o Espírito propriamente dito e a matéria corpórea; é o intermediário das sensações percebidas pelo Espírito. “O Espírito encarnado é a alma do corpo; quando o deixa pela morte, não sai desprovido de qualquer envoltório. Todos eles nos dizem que conservam a forma humana, e, com efeito, quando nos aparecem, “é sob essa forma que os reconhecemos” (L.M, 2ª parte, Cap. I, item 53). 

Qualquer que seja o grau em que se encontre, o Espírito está sempre revestido de um envoltório, ou seja, o perispírito, cuja natureza se eteriza, à medida que ele se purifica e se eleva na hierarquia espiritual. Ao desencarnar, o Espírito não tem consciência imediata de sua atuação. A perturbação que sente varia de intensidade conforme o tipo devida que eleva quando encarnado.A1guns têm por pouco tempo a ilusão de ainda estarem vivos. 

“Os Espíritos têm influência sobre nossos pensamentos e ações? Em relação a isso, a sua influência é bem maior do que imaginam, porque muitas vezes são eles que os dirigem.” (L.E. perg. 459). 

Um Espírito quer agir sobre um individuo; aproxima-se dele e o envolve, envolve seu perispírito como um casaco; os fluidos se penetram, os dois pensamentos e as duas vontades se confundem, e o Espírito pode então, se servir desse corpo como do seu próprio, fazê-lo agir segundo a sua vontade, falar, escrever, desenhar etc.; tais são os médiuns. 

Se o Espírito é bom, sua ação é branda, benfazeja, que não leva a fazer senão boas coisas; se ele é mau, leva a fazer coisas mas, se é perverso, o aperta como uma rede, paralisa até sua vontade, mesmo seu julgamento que ele abafa sob seu fluido como se abafa o fogo sob uma camada de ar; fá-lo pensar, falar, agir por si, leva-0 a atos extravagantes ou ridículos; em uma palavra, magnetiza-o, imobiliza-o moralmente, e o individuo se toma um instrumento cego de sua vontade. Tal é a causa da obsessão, da fascinação e da subjugação, que se mostram em graus de diversas intensidades. 

A ação dos Espíritos maus produz uma série de perturbações na economia moral e mesmo física que, por ignorância da causa verdadeira, se atribuíam a causas errôneas. Os maus Espíritos são os inimigos invisíveis, tanto mais perigoso quanto não se supunha sua ação. O Espiritismo, pondo-os a descoberto, vem revelar uma nova causa acertos males da Humanidade; conhecida a causa, não se procurara mais combater o mal por meios que doravante, se sabe inúteis, procurar-se-ão os mais eficazes. 

Ora o que foi que fez descobrir essa causa? A mediunidade; foi pela mediunidade que esses inimigos ocultos traíram sua presença; ela fez para eles o que o microscópio fez para os infinitamente pequenos: revelou todo um mundo. 

“O perispírito, se distende ou se contrai, se transforma, em uma palavra: presta-se a todas as modificações, Segundo a vontade que o dirige. É, graças a essas propriedades do seu invólucro que o Espírito pode fazer-se reconhecer, quando necessário, tomando exatamente a aparência que tinha na vida Física, e ate mesmo, com os defeitos que possam servir de sinais para o reconhecimento” (L.M, 2° parte, Cap. 1, item 56). 

Dessa forma podemos entender por que o Espírito necessita de matéria para atuar sobre a matéria, ação essa que é feita por meio do envolvimento fluídico. 

É pelo impulso de sua vontade e pelos conhecimentos adquiridos nas existências sucessivas que o Espírito age sobre a matéria. Nestes fenômenos, a causa preponderante é o Espírito, e os fluídos, seu instrumento. 

Diz André Luiz, em “Evolução em dois Mundos”: “Cabe nos assinalar, desse modo, que toda energia, originariamente, é força divina deque nos apropriamos para interpor os nossos propósitos da Criação”. (Cap.1). 

A Doutrina Espírita vem assim explicar-nos o motivo das manifestações sobre a matéria, de forma lógica e racional, deixando desaparecer qualquer coisa de sobrenatural, fantástico, maravilhoso, dando lugar à realidade das Leis Naturais, que funcionam naturalmente. 

Vejamos, então as principais ações dos Espíritos sobre a matéria no plano dos encarnados: Imprime vitalidade ao corpo, sustentando sua organização como instrumento de ação, em qualquer nível de sua fase evolutiva. Porém, se é certo que o Espírito sustenta a matéria, é também certo que a matéria animalizada lhe auxilia o desenvolvimento. São exemplos, entre tantos, a absorção e assimilação de fluidos (L.E, livro I, Cap. IV, perg. 63), ou a transmissão de seu fluido vital para outro individuo (L.E, livro I, cap. IV comentário de Kardec à perg. 70). 

Irradia as próprias características, em razão da Corrente mental que nasce das profundezas da alma, formando, ao seu redor, um campo aúrico específico, ou túnica de forças eletromagnéticas, pois onde há pensamento, há correntes mentais e onde há correntes mentais existe associação. E toda associação é interdependência e influência recíproca. (André Luiz, em “Nos Domínios da Mediunidade”, Cap. 5). 
Cria formas-pensamento ou imagens-modelo ou moldes ao pensar, arrojando-as para fora de si, através d atmosfera psíquica que lhe caracteriza a presença. (André Luiz, em “Mecanismo da Mediunidade”, Cap. 4). 

Produz os fenômenos físicos, ou melhor, de Efeitos físicos manipulando os fluidos retirados do médium (L.M, 2ª parte, cap. V item 93). 

É necessário lembrar também que os Espíritos superiores não se ocupam em produzir esses efeitos; eles possuem a força moral, e, quando necessitam provocar tais efeitos, se servem dos Espíritos inferiores, como os homens se servem de carregadores. 

De acordo com a Doutrina Espírita, como neutralizar a influencia dos maus Espíritos? Trata-se de uma luta contra um adversário; ora quando dois homens lutam corpo a corpo, é o que tem músculos mais fortes que derruba o outro. Com o Espírito é preciso lutar, não corpo a corpo, mas Espírito a Espírito, e é ainda o mais forte que o domina; aqui a força esta na autoridade que se pode tomar sobre o Espírito, e esta autoridade esta subordinada à superioridade moral. 

A superioridade moral é como o Sol, que dissipa o nevoeiro pelo poder de seus raios esforçar por ser bom, tomar-se melhor se já é bom, purificar-se de suas imperfeições, em poucas palavras, elevar-se moralmente o mais possível, tal é o meio de adquirir o poder de dominar os Espíritos inferiores para afastá-los. (L.M,no 252 e 279). 

Certas pessoas preferem, sem duvida, uma receita mais fácil para afastar os maus Espíritos: algumas palavras ou alguns sinais, por exemplo, seria mais cômodo do que a necessidade evidente de corrigir de seus defeitos. 

Não conhecemos nenhum outro procedimento mais eficaz para vencer um inimigo do que ser mais forte do ele. 

É preciso, pois, se persuadir de que não ha, para alcançar esse objetivo, nem palavras sacramentais, nem formulas cabalísticas, nem talismãs, nem quaisquer sinais materiais. 

Antes de esperar domar os maus Espíritos, é preciso aprendera domar a si mesmo. De todos os meios de adquirir a forca para isso chegar, o mais eficaz é à vontade secundada pela prece, aprece de coração, entenda-se, e não de palavras repetidas sem fervor. 

É preciso lembrarmo-nos da máxima: “Ajuda-te e o Céu de ajudara”; e pedir, sobre tudo, a forca que nos falta para vencer os vícios que são para nos piores que os maus Espíritos, porque são esses hábitos negativos que os atraem, como corrupção atrai as aves de rapina. Orar pelo Espírito obsessor é retribuir-lhe o mal com o bem, e se mostrar melhor que ele, o que é um sinal de superioridade. 
Com perseverança acaba-se, o mais frequentemente, por levá-lo a melhores sentimentos, e de perseguidor dele fazer um devedor preparando-se para evoluir. 

Bibliografia: KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns: 2° parte, Cap. 1, itens 53,55 e 56 XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo (Espírito André Luiz). Evolução em Dois Mundos: Cap. I XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo (Espírito André Luiz). Mecanismos da Mediunidade: Cap. XI XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Nos Domínios da Mediunidade: Cap., 5. KARDEC, Allan. Revista Espírita: dezembro de 1862  

Parte B - PENSAMENTO COM ENERGIA MENTAL 

A base de toda modificação interior esta na mente da criatura. A mente por sua vez, é o espelho da vida em toda parte. E, necessita apenas, ser lapidada, educada, para que atinja a magnificência da luz. E como um diamante, em estado bruto, para se tomar pedra preciosa, conforme a maneira como o burilamos. 

Espelho da vida, a mente, gera a forca do pensamento que movimenta tudo, criando e transformando, destruindo e refazendo, para depurar e sublimar. Isso, porque em todos os domínios do Universo, vibra a influência recíproca. 

Assim o reflexo mental de cada ser reside no alicerce da vida. Esse reflexo mental delineia a emotividade; esta plasma a ideia; a ideia determina a atitude; a atitude e a palavra dirige ações, que geram manifestações, que, por sua vez, são válvulas destruidoras ou alavancas positivas da existência. 

Então, o que é o pensamento? - É a faculdade de pensar logicamente, refletir; forca criadora, construtora, que molda a matéria, organizando formas abstratas ou concretas, que, juntamente com a vontade, são elementos plásticos e organizadores. A vontade é a faculdade de querer, desejar, ter intenção, firmeza de animo, decisão, coragem, etc.. 

“Pensar é criar” (Emmanuel, Pão Nosso, cap. 15). Toda criatura possui energia obediente a sua vontade, que, ligada o seu potencial imaginativo, atua exteriormente, influenciando outras criaturas e ambientes distantes. As imagens servem, então, como matéria-prima de todas as criações intelectuais. 

A abstração, a comparação e a imaginação, são faculdades superiores da inteligência, onde se encontram todas as invenções, todas as descobertas, todas as inspirações, todas as criações da humanidade; são forças ideoplásticas que, como fenômeno psicológico do ser, podem se transformar em fenômeno físico. Assim, é que todas as obras humanas são resultantes do pensamento. 

“Somos levados a emitir o postulado da existência de uma Inteligência Suprema e a considerar o Universo como expressão do pensamento divino, sustentado perpetuamente por sua divina vontade” (Prof. Willian Barret, em Pensamento e Vontade de Ernesto Bozzano). 

Quando colocamos o Evangelho como guia, ele nos ajudara na nossa renovação interior, fazendo com que nos transformemos interna e integralmente, aproximando-nos do Criador. Para isso se faz necessário reeducarmos o nosso pensar. Mesmo sendo tarefa delicada, é possível sabermos renunciar, vigiar, dominamos nosso sentir e pensar, modificar nosso jeito de falar e de agir, para podermos vencer criações mentais viciosas, para afastarmos as sombras do nosso cotidiano, e a nossa preguiça mental. 

A Doutrina Espírita veio desvendar o processo da nossa libertação mental de pensar, para vivermos melhor e amplamente. Dai a importância do pensamento do médium, para que continue equilibrado em 'tudo que empreender; porque o médium com pensamentos indignos, como a crítica, a inveja, o ciúme, a vã curiosidade, a maledicência, etc., é um ser invigilante que certamente, trará desequilíbrio para si e para o ambiente onde vive ou trabalha. 

Jesus nos disse: “Orai e vigiai”, somente assim não seremos vitimas da nossa própria imprudência mental. Ainda podemos afirmar que: “O amor é luz benfazeja na vida do médium responsável e atento no exercício das tarefas que lhe cabem, e de assistência espiritual que exerce”. 

Bibliografia: KARDEC, Allan. Livro dos Espíritos: perg. 456, 833 a 837 XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Pensamento e Vida: Cap. 1 XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Pão Nosso: Cap. 15 e 66 BOZZANO, Ernesto. Pensamento e Vontade KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns: 2ª parte. Cap. VIII KARDEC, Allan. A Gênese: Cap. XIV itens 13 a 15 PERALVA, Martins - Mediunidade e Evolução - n° 34 XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo (Espírito André Luiz). Mecanismos da Mediunidade: Caps. III e XI 

Questões para reflexão: 
1) Explique como o Espírito age sobre a matéria.
 2) Descreva como os Espíritos conseguem movimentar objetos. 
3) Interprete o termo: “A mente por sua vez é o espelho da vida”. 
4) Explique o significado da Base de Jesus: “Orais e Vigiai”.  


Parte C - DPM - MÉTODO DAS CINCO FASES – TERCEIRA FASE: CONTATO 

Nesta fase é trabalhada a sensibilidade de cada aluno. Os Benfeitores Espirituais, próximos que estão dos médiuns, estabelecem contato com os mesmos através: 

1º. – Pontos de Sensibilidade – localizados no corpo físico, já conhecidos pelo médium, que foram estudados na primeira fase, a ser sentido de uma forma mais acentuada e localizada que na percepção de fluidos. 

2º. – Plexos – localizados no corpo físico, o médium sentirá manifestações reflexas como repuxamentos ou tremores, na área enervada pelos nervos ligados àquele plexo. 
3º. – Centros de Força – localizados no perispírito, o médium sentirá uma leve manifestação de sua mediunidade. 

Nesta fase, pela sensibilidade mediúnica do médium, os Benfeitores Espirituais, às vezes, necessitam ajustar a faixa vibratória de seus próprios perispíritos a fim de serem sentidos. Esse contato geralmente pode ser efetuado pelas mãos, ou em uma maior área. 

O objetivo do processo é dotar o médium de autocontrole, e perceber que os contatos, na vida prática, quando pesados ou impuros, acarretam perturbações espirituais e orgânicas, permitindo-lhe pelo conhecimento do processo defender-se deles, com o auxilio da prece, e a sua renovação interior no seu dia a dia. E quando leve e sutil, nos traz bem estar e sensação de completude. 

O dirigente da classe inicia o trabalho desde a concentração, pedindo aos Benfeitores que acentuem a sua ação no médium na fase do contato para que os médiuns possam perceber esta ação. 

# Quanto maior a sensibilidade, maior será a percepção do contato espiritual # 


FEESP - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA – 1º. ANO 

03/05/2016

2ª Aula Parte A - INTERCÂMBIO MEDIÚNICO Afinidade -Aproximação -Aceitabilidade Incorporação Mecanismo das Comunicações


A afinidade é obtida por da sintonia do Espírito com os pensamentos, comportamentos, emoções e palavras emitidas pelo médium costumeiramente. Dai, inferimos a importância do conhecimento evangélico doutrinário do médium, da sua sinceridade de propósitos, dos tipos de pensamentos que emite no dia a dia, do seu interesse pelo desenvolvimento das virtudes. E pela eliminação dos defeitos e vícios. Nossos pensamentos e emoções são energias que nós emitimos que atraem outros fluídos semelhantes, permitindo um maior ou menor equilíbrio do médium. 

A semelhança de pensamentos e propósitos (ou intenções) é muito importante para o médium captar os fluidos da espiritualidade. Como os Espíritos se comunicam por pensamentos e não por palavras, São idéias ou imagens que os Espíritos emitem em ligação com o médium e que esse capta conforme sua capacidade. Pode ocorrer que haja maior afinidade entre Espíritos em que haja envolvimento emocional (outras existências, amizade, simpatia, etc.,), mas esse tipo de envolvimento não é essencial para que ocorra a ligação mental. Sendo assim, o médium iniciante deve evitar buscar estabelecer comunicações com um Espírito determinado, pois “... ocorre frequentemente que não seja com este que as relações fluídicas se estabeleçam com mais facilidade, por maior simpatia que lhe vote.” (L.M, 2ª Parte, Cap. XVII, item 203). 

Também é necessário na ligação mediúnica, condições favoráveis a aproximação da entidade comunicante com o médium “interlocutor”. Para o intercâmbio mediúnico é necessário sem sombra de dúvidas a presença do Espírito comunicante e, para que tudo ocorra favoravelmente, é necessário que o ambiente esteja preparado. (L.M. 2a parte, Cap. XXIX, item 324). 

Também influi o caráter da reunião: reunião para assuntos frívolos atrairão Espíritos frívolos; reuniões com objetivos sérios atrairão Espíritos sérios. 

Para que ocorra uma boa reunião, com comunicações sérias de cunho moral, o padrão Vibratório do médium também é importante no auxilio da aproximação. Para que o padrão vibratório seja compatível com a espiritualidade superior, o médium deve resguardar-se de pensamentos desequilibrados como preocupações cotidianas, envolvimento com discussões, etc. É necessário que durante o dia, principalmente algumas horas que antecedem a assistência, que os médiuns se coloquem em posição de vigilância e oração, buscando a renovação interior para que os Espíritos comunicantes já consigam realizar a ligação fluídica. O médium deve preparar-se com leituras, preces e, se possível, recolhimento. 

O médium deve ter disposição em servir de intermediário, sua aceitabilidade facilita, enquanto o medo e insegurança dificultam o intercâmbio mediúnico. 

Os médiuns devem ter em mente que a preparação do ambiente antecede até mesmo a sua presença no local de trabalho. Tudo é preparado pela espiritualidade superior que é ordeira e organizada. Cabe aos médiuns o direcionamento dos pensamentos em coisas boas, iluminadas, e se deixarem envolver pelos fluídos das entidades comunicantes, pela sintonia do pensamento, elevarem-se através da prece, da humildade e sinceridade. Calarem-se mentalmente para que o Espírito possa manifestar-se através dele. 

Numa assistência espiritual, a comunicação se dá de acordo com as necessidades dos assistidos. Deve-se contar médiuns com certo aprimoramento e educação mediúnica. Educação que será conquistada por intermédio da reformulação interior, das atitudes, do comportamento e pensamento.

 “A dificuldade encontrada pela maioria dos médiuns iniciantes é a de ter que tratar com Espíritos inferiores” (L.M 2a parte, cap. XVII, item 211). Todas essas predisposições são necessárias a incorporação. A partir desses pré-requisitos, o circuito mediúnico poderá se completar e o médium poderá transmitir a mensagem do plano espiritual como um verdadeiro intermediário. Podemos concluir lembrando-nos novamente de Kardec, que afirma “Para que uma comunicação seja boa é necessário que provenha de um Espírito bom; para que esse Espírito bom e para transmiti-la, precisa dispor de um bom instrumento. Para que queira transmiti-la, é necessário que o objetivo lhe convenha.” (L.M, 2a parte, cap. XVI, item 186). 

Bibliografia: KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns: 2ª Parte - Cap. XXXI, item II - Cap. XIX, item 225 - Cap. XIV item 159 - Cap. XVII, item 203, 209 e 211 - Cap. XVI, item 185, 186 e 187 KARDEC, Allan. Livro dos Espíritos: perg. 484 KARDEC, Allan. A Gênese: Cap. XIV item 17 KARDEC, Allan. Evangelho Segundo Espiritismo: Cap. I, item 6 XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). O Consolador: pergs. 173 e 382 Bíblia - Velho Testamento e Novo Testamento . 

Parte B - MURALHA DO TEMPO - GUARDA-TE EM DEUS 

“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta que conduz a perdição”- Jesus (Mt 7:38) Em nos referindo à semelhante afirmativa do Mestre, não nos esqueçamos de que toda porta constitui passagem disponível em qualquer construção, a separar dois lugares, facultando livre acesso entre eles. 

Reportamo-nos aos médiuns que são os intermediários, entre o mundo dos Espíritos e o plano físico. Todo médium que desejar realizar um bom intercâmbio deve, sobretudo, saber escolher qual porta deve ser sua escolha. Jesus afirmou que a porta larga é a que conduz a perdição e vamos reservar que os vícios, de toda natureza, vão estar lá. 

“A porta larga para muitos é a que produz facilidades, irresponsabilidades. Aquém, da muralha, o passado e o presente”. A travessia de uma das portas é ação compulsória, para todas as criaturas.  

A porta estreita é o começo da conscientização é a retomada no caminho do bem e a busca de novas atitudes “lembra-te de Deus para que saibas agradecer os talentos da vida.” “Se fatigado, pensa Nele, o Eterno Pai que jamais desfalece na Criação. Se triste, eleva-Lhe os sentimentos, meditando na alegria solar com que, toda manhã, Sua infinita Bondade dissolve as trevas” 

Quem traz Deus para sua vida não se preocupa. Como nos diz Emmanuel “é preciso trazer Deus para a vida íntima, renovar os pensamentos para que, o que não esta de acordo com os sentimentos e virtudes que aprimoram a alma, possa ficar mais perto da porta estreita.” 

“Seja qual for à dificuldade, recorda o Todo-Misericordioso que não esquece”. E, abraçando o próprio dever como Sendo a expressão de sua Divina Vontade para os teus passos de cada dia, encontraras na oração a força verdadeira de tua fé, a erguer-te das obscuridades e problemas da terra para a rota de luz que te apontar as sendas do céu. 

Bibliografia: VIEIRA, Waldo (André Luiz). Sol nas Almas: Lição 67 XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo (Autores Espirituais Diversos). O Espírito da Verdade: lições n° 05, 14, 19, 29 e 70 KARDEC, Allan - Evangelho Segundo Espiritismo: Cap. VI, item 8; cap. XVIII, item 3; cap. XXIV itens 4, 11 e 12; e, cap. XXVI, item 7. 

Questões para reflexão

 1) Descrever o que você entendeu por afinidade e aproximação. 
2) Explique o que você entendeu por “incorporação” 
3) Faca a diferença entre a porta estreita e a porta larga.
 4) Comente a expressão de Emmanuel: “É preciso trazer Deus para a vida íntima”. 


24/04/2016

MEDIUNIDADE


Mediunidade - qualidade de médium (dicionário Aurélio) Médium - substantivo de dois gêneros:   Segundo o Espiritismo, o intermediário entre os vivos e a alma dos mortos;  Meio para a transmissão de uma mensagem. (dicionário Aurélio) 

Médium - suposto intermediário entre os vivos e a alma dos mortos - pessoa a que se atribui o poder de comunicar-se com a alma dos mortos. (Koogan Larousse - Pequeno Dicionário Enciclopédico). 

Na visão espírita “A mediunidade é atributo do Espírito, patrimônio da alma imortal, elemento renovador da posição moral da criatura terrena, enriquecendo todos os seus Valores no capitulo da virtude e inteligência, sempre que se encontre ligada aos princípios evangélicos na sua trajetória pela face do mundo.” (O Consolador - perg. 382) 

“Digamos, de início, que a mediunidade é inerente a uma disposição orgânica, de que todos podem ser dotados, como o de ver, ouvir e falar (...) A mediunidade não implica necessariamente as relações habituais com os Espíritos superiores. É simplesmente uma aptidão, para servir de instrumento, mais ou menos dócil, aos Espíritos em geral. O bom médium não é, portanto, aquele que tem facilidade de comunicação, mas o que é simpático aos bons Espíritos e só por eles é assistido. É neste sentido, unicamente, que a excelência das qualidades morais é de importância absoluta para a mediunidade.” (E.S.E., cap. XXIV, item 12).  

“O dom da mediunidade é tão antigo quanto o mundo. Os profetas eram médiuns. Os mistérios de Eleusis foram fundados sobre a mediunidade. Os caldeus, os assírios, possuíam médiuns. Sócrates era dirigido por um Espírito que lhe inspirava os princípios de sua filosofia. Todos os povos tiveram seus médiuns. E as inspirações de Joana D’Arc nada mais eram que a voz dos Espíritos benfeitores que a orientavam”. (LM, cap. XXXI, item 11). 

Portanto todos os homens são médiuns. Todos têm um Espírito que os dirige para o bem, quando eles sabem escutá-lo. Todos a possuem em graus que diferem de acordo com o indivíduo, porém o termo propriamente dito se aplica as pessoas dotadas de mediunidade ostensiva no campo dos fenômenos físicos e intelectuais. 

Kardec nos diz em O Livro dos Médiuns que: “toda pessoa que sente a influência dos Espíritos em qualquer grau de intensidade é médium. Por isso mesmo não constitui privilégio e são raras as pessoas que não a possuem pelo menos em estado rudimentar. Pode-se dizer, pois, que todos são mais ou menos médiuns.” (LM, cap. XIV, item 159). 

Portanto, como nos ensina Hermínio C. Miranda, na obra ‘Diversidade dos Carismas’: “1- o médium é uma pessoa, ou seja, um ser humano dotado de certas faculdades especiais de sensibilidade; 2- pode servir, mas nem sempre quer e nem sempre tem tarefas a exercer no campo específico da mediunidade, ou, no âmbito mais limitado desta, poderá ter tarefas em determinado tipo de mediunidade e não em outros; 3- é um instrumento para que a comunicação se faça, mas não a fonte geradora da mensagem, seja ela visual, auditiva, olfativa ou qualquer outra; 4- opera entre Espíritos desencarnados, de um lado, e Espíritos Encarnados, de outro. Podemos acrescentar um quinto elemento na análise da definição, “é um servidor, cabe-lhe fazê-lo com dignidade, fidelidade e honestidade.” (II volume, pag. 12). 

Oportuna a lição do médium Francisco Cândido Xavier, na qual dizia: “O telefone da mediunidade só toca de lá para cá e não daqui para lá, eu não tenho o poder de trazer nenhum Espírito aqui. O que Deus me deu foi à capacidade de perceber quando há, perto de mim, um Espírito que deseje se comunicar”. 

André Luiz e Emmanuel, no livro ‘Opinião Espírita’, psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, sabendo que alguns médiuns têm medo, os aconselham, nos seguintes termos: 

“Médiuns, se o medo é o teu problema individual, no que respeita a prática medianímica, situa na construção da fé raciocinada a melhoria que aspiras”. “A coerência com os princípios que esposamos ensina-nos que a criatura de fé verdadeira nada teme, senão a si própria, atenta que vive as fraquezas pessoais. Em razão disso, é correto receares simplesmente a ti mesmo, em todos os sentimentos que ainda não conseguiste disciplinar”. 


“Se não te amedrontas face à condição de intérprete na troca verbal entre criaturas que versam idiomas diferentes por que temer a posição de instrumento entre pessoas domiciliadas em esferas diferentes, carecidas da cooperação mediúnica?” “Por que motivo te assusta diante dos desencarnados, que são, na essência, personalidades iguais a ti mesmo?” “Medo é inexperiência” 
Atuação do Médium O intercâmbio mediúnico ocorre através do pensamento, é uma ligação mental estabelecida entre o Espírito comunicante e o Espírito do médium receptor. 

Como os Espíritos se comunicam por pensamentos e não por palavras, e a sintonia se estabelece através da semelhança de propósitos, são idéias ou imagens que o Espírito emite em ligação com o médium, e que esse capta conforme sua capacidade. 

“Nessa ligação mental, o perispírito apresenta um papel muito importante, pois ele é o elo material entre o Espírito e a matéria. Pela sua união íntima com o corpo, o perispírito desempenha um papel preponderante no organismo; pela sua expansão, coloca o Espírito encarnado em relação mais direta com os Espíritos livres, e também com os encarnados.” (GE., cap. XIV, item 17) 

Por intermédio do Espírito André Luiz, podemos compreender melhor o aspecto específico da relação entre o perispírito e o corpo físico no fenômeno mediúnico, quando se refere à mediunidade espontânea que começa a aflorar no homem primitivo: “Os encarnados que demonstrassem capacidade mediúnica mais evidente, pela comunhão menos estreita entre as células do corpo físico e do corpo espiritual, em certas regiões do campo somático, passaram das observações, durante o sono, as observações da vigília (...) Quanto menos densos os elos entre os implementos físicos e espirituais, nos órgãos da visão, mais amplas as possibilidades na clarividência, prevalecendo às mesmas normas para a clariaudiência e para modalidades outras...” (Evolução em Dois Mundos, cap. 17, pg. 134). 

A mediunidade surge como veículo utilizado pelos Espíritos para nos trazerem a terceira revelação. “O espiritismo é a terceira revelação da lei de Deus, mas não está personificado em ninguém, porque ele é o produto do ensinamento dado, não por um homem, mas pelos Espíritos, que são as vozes do céu, em todas as partes da terra e por inumerável multidão de intermediários.” (E.S.E., cap. 1, item 6). 

Mediunidade na Bíblia “Muitas passagens do Evangelho, da Bíblia, e dos autores sagrados em geral são ininteligíveis, e muitas mesmo parecem absurdas, por falta de uma chave que nos dê o seu verdadeiro sentido. Essa chave está inteirinha no Espiritismo, como já se convenceram os que estudaram seriamente a doutrina, e como ainda melhor se reconhecerá mais tarde. O Espiritismo se encontra por toda a parte, na antiguidade, e em toda época da Humanidade. Em tudo encontramos os seus tragos, nos escritos, nas crenças e nos monumentos, e é por isso que, se ele abre novos horizontes para o futuro, lança também uma viva luz sobre os mistérios do passado.” (E.S.E. - introdução, n° 1) 

Por oportuno, convém observamos que na própria história bíblica, no Antigo Testamento, encontramos, entre outros termos, o vidente para designar o indivíduo portador de mediunidade. Mais tarde, aqueles que tiveram contato com o mundo espiritual, foram chamados de profetas. 
Vejamos texto seguinte, extraído do livro primeiro de Samuel: “Saul se encontra com Samuel - subindo a ladeira da cidade, cruzaram com duas jovens que saiam para buscar água e lhe perguntaram: ‘o vidente está na cidade?’ - antigamente, em Israel, quando alguém ia consultar a Deus, dizia: ‘vamos ao vidente’, porque, em vez de ‘profeta’, como hoje, dizia-se: ‘vidente’...” (I Samuel, 9:11). 

A Bíblia de Jerusalém (Paulus Editora, 1985) traz-nos a seguinte explicação sobre os termos profeta: “A bíblia hebraica agrupa os livros de Isaías, Jeremias, Ezequiel e dos doze profetas sob o título de “profetas posteriores e os coloca após o conjunto Josué-Reis, ao qual da o nome de profetas anteriores”.(pg.1331). 

“Destaca, ainda, que (...) não é de estranhar que a bíblia coloque Moisés no inicio da linhagem dos profetas (Dt 18,15. 18) e o considere como o maior de todos (Nn 12,6-8; Dt 34,10-12)” (pg. 1333). 

1a Aula -  7 
Relata ainda que “em graus diversos e sob formas variadas, as grandes religiões da antiguidade tiveram pessoas inspiradas que pretendiam falar em nome de seu Deus. Em especial entre os povos vizinhos de Israel.” (pg. 1331). 

Mediunidade no Novo Testamento Com a vinda de Jesus, trazendo a segunda revelação, a mediunidade passou a ser vista com uma visão mais realista, porém, se fez necessário o seu desencarne, o retomo a pátria espiritual, para demonstrar a inexistência da morte do Espírito, culminando com o acontecimento no dia de Pentecostes. Pode-se afirmar que o Evangelho de Jesus e a sua epopeia terrestre é o triunfo da vida sobre a morte. 

Em Mateus encontramos o seguinte relato mediúnico denominado transfiguração: “Seis dias depois, Jesus tomou Pedro, Tiago e seu irmão João, e os levou para lugar a parte, sobre uma alta montanha. E ali foi transfigurado diante deles. O seu rosto resplandeceu como o sol e as suas vestes tornaramse alvas como a luz. E eis que lhes aparecem Moisés e Elias conversando com ele. Então Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: “Senhor, é bom estarmos aqui. Se queres, levantarei aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Ainda falava, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra e uma Voz, que saia da nuvem, disse: “este é meu filho amado, em quem me comprazo ouvi-o !”Os discípulos, ouvindo a voz, muito assustados, caíram com o rosto no chão. Jesus chegou perto deles e, tocando-os, disse: “levantaivos e não tenhais medo. “Erguendo os olhos, não viram ninguém: Jesus estava sozinho” (Mateus, 17: 1-8) 

Fato semelhante aconteceu mais tarde, quando Pedro prepara o batismo dos primeiros gentios:  “Pedro estava falando estas coisas, quando o Espírito santo caiu sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, que tinham vindo com Pedro, ficaram estupefatos de verem que também sobre os gentios se derramara o dom do Espírito Santo, pois ouviam-nos falar em línguas e engrandecer a Deus. Então disse Pedro: “poderia alguém recusar a água do batismo para estes que receberam o Espírito Santo como nós?”E determinou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo” (Atos, 10-44,47). 

Com a propagação do Cristianismo, as diversas manifestações mediúnicas também cresceram, motivo pelo qual vamos encontrar algumas recomendações sobre esses fatos. 

João, em sua primeira epístola, ao nos ensinar a viver como filho de Deus, nos recomenda: 

“Caríssimos, não acrediteis em qualquer Espírito, mas examinai os Espíritos para ver se são de Deus, pois muitos falsos profetas vieram ao mundo...” (4-1). Nos diz, ainda que “ninguém jamais viu a Deus; quem nos revelou Deus foi o filho único, que esta junto do pai” (1-18). 

Paulo, também adverte aos coríntios, na primeira epístola: “Procurai a caridade. Entretanto, aspirai aos dons do Espírito, principalmente a profecia. Pois aquele que fala em línguas, não fala aos homens, mas a Deus. Ninguém o entende, pois ele, em Espírito, enuncia coisas misteriosas. Mas aquele que profetiza fala aos homens: edifica, exorta, consola. Aquele que fala em línguas edifica a si mesmo, ao passo que aquele que profetiza edifica a assembleia. Desejo que todos falem em línguas, mas prefiro que profetizem. Aquele que profetiza é maior do que aquele que fala em línguas, a menos que este mesmo as interprete, para que a assembleia seja edificada...” (14- 1,25). 

Existem diversas outras passagens demonstrando o mediunismo, tanto no Antigo como no Novo Testamento, porém, as citadas dão uma idéia da importância e da responsabilidade do médium no trabalho na seara de Jesus. 

Bibliografia A Bíblia de Jerusalém - Antigo Testamento e Novo Testamento XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo (Espíritos André Luiz e Emmanuel). Opinião Espírita: lição 41 KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns: 2ª Parte - Cap. XXXI, item ll - Cap. XIX, item 225 - Cap. XIV item 159 - Cap. XVII, item 209 - Cap. XVI, item 187 KARDEC, Allan. A Gênese: Cap. XIV, item 17 XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). O Consolador: perg. 382 GIMENEZ, Henrique Ney de. A Mediunidade na Bíblia. KARDEC, Allan. Evangelho Segundo Espiritismo: Cap. I, item 6 e introdução -item 1 KARDEC, Allan. Livro dos Espíritos. XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo (Espírito André Luiz). Evolução em Dois Mundos: Cap. 17 XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Roteiro: Lição 27 MIRANDA, Hermínio C. Diversidade dos Carismas: Vol. I e II XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo (Autores Espirituais Diversos). O Espírito da Verdade: lição no. 67 


Parte B - MEDIUNIDADE E FIDELIDADE 

Ao longo de sua trajetória evolutiva, o homem, ao receber por acréscimo da misericórdia divina a ferramenta de trabalho espiritual denominada mediunidade, dela serviu-se em busca do seu aprimoramento, porém nem sempre a utilizou com fidelidade e responsabilidade, gerando comprometimentos para o seu futuro. 

E fidelidade conquistou com o exercício da mediunidade com amor, humildade e discrição. Kardec deu-nos o exemplo disso, quando nunca ressaltou nenhum médium que o auxiliou na Codificação. 
Em “Roteiro”, o autor espiritual Emmanuel nos diz: “... E ainda em todos os acontecimentos religiosos que precederam a vinda do Cristo, a manifestação dos desencarnados ou o fenômeno espírita comparece por vívido clarão da verdade, orientando os sucessos e guiando as supremas realizações do esforço coletivo...”, concluímos que a alegria ou tristeza, fé ou descrença, saúde ou doença e tantos outros estados da alma, dependem unicamente de como nos conduzimos, agindo e interagindo com o próximo, haja vista que para o serviço mediúnico com Jesus, há a exigência de estudo constante, disponibilidade, disciplina, renúncia e sobretudo, vigilância. 

O Espírito André Luiz na obra “Sol nas Almas” psicografado por Waldo Vieira, lição n° 67 se reporta a responsabilidade: “...Necessário saiba o médium que aptidões estabelecem responsabilidades e que estas, honorificadas pelo trabalho construtivo e menosprezadas por atividades menos dignas gera, respectivamente, o auxilio dos poderes que elevam a vida ou a Companhia dos agentes que a rebaixam...”, isso nos traz a realidade atual, a necessidade de auto iluminação do médium para que ele possa sempre ser um instrumento fiel e consciente do seu compromisso junto ao próximo, como recurso de inolvidável sintonia com o Bem Maior. Do mesmo autor espiritual, o livro “O Espírito da Verdade”, lição no70, “...lembre-se de que, na tarefa de ajudar, o bem maior é sempre aquele que ainda está por fazer, a espera da nossa disposição...”, ou seja, este é o médium fiel, o que auxilia, que coopera, distribui, empresta, organiza e exemplifica em todas as circunstâncias com naturalidade, discrição e caridade nas suas menores atitudes. 

No Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XXIV, item 11, “Os sãos não precisam de médico”, temos: “... que a mediunidade e inerente a uma condição orgânica, de que todos podem ser dotados, como a de Ver, ouvir ou falar. Não há nenhuma de que o homem, em consequência do seu livre-arbítrio, não possa abusar...”, isso denota que a cada um será pedido contas do uso da faculdade recebida, por ser esta, o Auxilio Divino que o Pai Criador em sua infinita bondade, através de seus mensageiros, nos permite levar a luz a todos, dissipando as trevas da ignorância e da má vontade; o fortalecimento no bem a todos os virtuosos; a orientação com extremado amor aos viciosos, para que estes possam se conduzir a Jesus, arrependidos e dispostos ao trabalho com os amigos espirituais em busca da ascensão espiritual. 

Bibliografia: VIEIRA, Waldo (André Luiz). Sol nas Almas: Lição 67 XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo (Autores Espirituais Diversos). O Espírito da Verdade: lições 05, 14, 19, 29 e 70 KARDEC, Allan. Evangelho Segundo Espiritismo: Cap. VI, item 8; cap. XVIII, item 3; cap. XXIV itens 4, 11 e 12; e, cap. XXVI, item 7. XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Roteiro MIRANDA, Hermínio C. Diversidade de Carismas, vol. II 
Questões para reflexão: 1) Explique o que é mediunidade e por que todos os homens são médiuns? 2) Comente sobre o medo do médium de ter contato com os Espíritos. 3) Faça um breve relato da fidelidade do médium em suas tarefas mediúnicas. 4) Analise os ensinamentos de Jesus: “os sãos não precisam de médico”.  


Parte C - ABERTURA E ESCLARECIMENTO SOBRE O DESENVOLVIMENTO PRÁTICO MEDIÚNICO (DPM) - PREPARAÇÃO DO AMBIENTE 

Para que um bom trabalho se realize é necessário começarmos pela preparação do ambiente. Tomemos como exemplo uma oficina mecânica ou de costura; se o local estiver em desordem, sujo, ferramentas e peças espalhadas por toda a parte, a qualidade do trabalho fica comprometida. 

1a Aula -  9 
Como em qualquer atividade, o ambiente para o trabalho mediúnico também deve ser preparado. Essa preparação inclui as pessoas presentes, pois é necessária harmonia e sintonia entre todos. Quanto mais homogêneo for o pensamento, o sentimento, a vontade direcionados para o bem, mais fáceis e proveitosos será a manifestação do Plano Espiritual. 

Este primeiro exercício tem como objetivo demonstrar ao aluno a forma de preparar o ambiente, elevando o pensamento e harmonizando-o com o dos Benfeitores Espirituais presentes.  A projeção do pensamento como energia luminosa ajuda a estabelecer um ambiente higienizado e propício ao trabalho. O dirigente da parte prática dará maiores detalhes e conduzirá os alunos durante o exercício; os monitores presentes irão apurar a sua participação. 

# A disciplina é requisito fundamental no sucesso da atividade mediúnica # 

Bibliografia: - PUGLIA, Silvia Cristina Stars de Carvalho. CDM – Curso para Dirigentes e Monitores de Desenvolvimento 

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FONTE: Edições FEESP , Curso de Educação mediúnica, 1º ano, 28ª edição,2012