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Esse blog tem por objetivo a difusão primeira do ESPIRITISMO, fundamentada nos princípios básicos da Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec.
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23/10/2017

Inicialização ao conhecimento da Doutrina Espírita - Colaboração: Ivonete Silva

O que é Espiritismo?

O espiritismo é uma doutrina revelada pelos Espíritos Superiores, e codificada por um educador francês, conhecido com o pseudônimo de Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail).

Por que conhecer o Espiritismo?

O conhecimento espírita abre-nos uma visão ampla e racional da vida, nos impulsionando a reforma intima e a transformação moral cristã.

De que trata o espiritismo?

O Espiritismo responde às questões fundamentais de nossa vida, como por exemplo:
  • Antes de nascer, o que você era?
  • Depois da morte, o que você será?
  • Quem é você?
  • Por que você está neste mundo?

O conhecimento do Espiritismo está contido nas obras básicas de Allan Kardec, que são essenciais e fundamentais, para o conhecimento espírita; e também, através da  obras complementares, que dão extensão às Obras Básicas:

1ª. O LIVRO DOS ESPÍRITOS (1857)                        
2ª. O LIVRO DOS MÉDIUNS ( 1861)
3ª. O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO ( 1864)
4ª. O CÉU E O INFERNO ( 1865 )
5ª. A GÊNESE ( 1868 )


Bibliografia:
Material extraído com base no livro O QUE É O ESPIRITSMO  e O LIVRO DOS ESPÍRITOS – Instituo de Difusão Espirita.
Colaboração: Ivonete Silva.


PRINCÍPIOS BÁSICOS E FUNDAMENTAIS DA DOUTRINA ESPÍRITA - colaboração:: Ivonete Silva

  1. ·        Existência de Deus como criador do Universo
  2. ·        A sobrevivência e a individualidade do Espírito.
  3. ·        As vidas sucessivas através da reencarnação.
  4. ·        A justiça divina, expressa na Lei de Causa e Efeito.
  5. ·        O livre-arbítrio, como expressão de liberdade individual.
  6. ·        O intercâmbio entre o mundo físico e o extra físico.
  7. ·        A pluralidade dos mundos habitados, representando a humanidade cósmica

  
1.      A Existência de Deus como criador do universo:

Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.
(O Livro dos Espíritos, questão 1).

O Livro dos Espíritos nos informa que Deus é a “inteligência suprema, a causa primária de todas as coisas”, o que nos leva a examinar o que seja inteligência,  que seja causa.

Sabemos que o Espírito constitui o princípio inteligente do Universo, mas que sua natureza íntima ainda nos é desconhecida (Questão 23 de “O Livro dos Espíritos”). A inteligência, atributo essencial do espírito, é a capacidade de resolver problemas novos por meio do pensamento, é a capacidade de adaptação a situações novas.

A noção da causa também é importante para conceituar o Criador, na medida em que isso é possível. Causa é um conceito filosófico importante e se define com tudo quanto concorre para que outra coisa exista.

Como a existência de todas as coisas e seres se deve a Deus, diz que Ele é a causa primária, principal, eficiente, de que dependem todas as outras causas.

2.      A sobrevivência e a individualidade do Espírito:

 Há no homem um princípio inteligente que se chama Alma ou ESPÍRITO, independente da matéria e que lhe dá o senso moral da faculdade de pensar.

Se o pensamento é uma propriedade da matéria, ver-se-ia a matéria bruta pensar, entretanto, jamais se viu a matéria inerte dotada de faculdades intelectuais.

Quando o corpo está morto ele não pensa mais, é necessário disso concluir que a alma é independente da matéria, e que os órgãos não são senão instrumentos com a ajuda dos quais o homem manifesta o seu pensamento.

A existência da alma está provada pelos atos inteligentes do homem, que devem ter uma causa inteligente e não uma causa inerte.

A sua independência da matéria está demonstrada de maneira patente pelos fenômenos espíritas que se mostram agindo por si mesma, e sobremaneira, pela Experiência de seu isolamento durante a vida, o que lhe permite se manifestar, pensar e agir na ausência do corpo.

A sobrevivência da alma depois da morte está provada, de maneira irrecusável e de alguma sorte palpável, pelas comunicações espíritas. Sua individualidade está demonstrada pelo caráter e pelas qualidades próprias de cada uma; essas qualidades, distinguindo as almas umas das outras, constituem a sua personalidade; se elas estivessem confundidas num todo comum, não teriam senão qualidades uniformes.

O Espírito é um ser limitado e circunscrito, ao qual só falta ser visível e palpável, para se assemelhar aos seres humanos. O Espírito é dotado de inteligência, tem vida própria e é imortal. Utiliza-se da matéria para progredir moral e intelectualmente, impulsionando a sua evolução ruma à perfeição possível.

 3. As vidas sucessivas através da reencarnação:

A reencarnação não foi inventada pelo Espiritismo. Ela consta nos princípios de diversas religiões orientais desde a mais remota antiguidade.

Conhecida como Palingenesia (palin, de novo, gênesis nascimento entre os povos da Antiguidade, a Reencarnação significa o retornar do Espírito ao corpo tantas vezes quantas se tornem necessário para o auto-burilamento, libertando-se das paixões e adquirindo experiências superiores, sublimando as expressões do instinto ao mesmo tempo em que se desenvolve a inteligência e penetra nas potencialidades transcendentes da intuição. É o renascimento no corpo físico.

A pluralidade das existências é, pois, necessária ao aprimoramento das qualidades do ser imortal e para o bem entender a justiça de Deus. Só pelas múltiplas oportunidades de vida poderemos compreender o amor do Criador por suas criaturas. Ele permite o aprendizado na carne para a conquista da verdadeira morada, a vida espiritual, através do esforço de cada um em vencer suas más tendências para atingir a plenitude, a perfeição.

“Somente a reencarnação pode dizer ao homem de onde ele vem, para onde vai, por que se encontra na Terra, e justificar todas as anomalias e todas as injustiças aparentes da vida”. (Allan Kardec)

4.      A justiça divina, expressa na Lei de Causa e Efeito

“A cada será dado segundo as suas obras”. Jesus (Mateus, 17:27)

A Lei de Causa e Efeito é a lei divina pela qual a cada ato do ser corresponde um efeito, um estado, uma obra. O Espírito tem a liberdade de ação. Pode agir corretamente, ou seja, de acordo com a lei divina, produzindo, como resultado, o seu progresso e, consequentemente, felicidade, satisfação. E pode agir de maneira contrária à lei divina. Como resultado, experimentará a frustração, o sofrimento, até compreender a lei de melhor modo. (SILVEIRA, José Argemiro da Justiça Divina. Jornal Verdade e Luz no. 193 fev/2002.

O homem é um espírito criado simples e ignorante, destinado a alcançar por seu próprio esforço, a plenitude, a perfeição, a felicidade. Deus criou a todos iguais, sem privilégios para ninguém, e dotou o homem do livre-arbítrio para que cada um possa caminhar com inteira liberdade de ação e aprender com o próprio erro. Estabeleceu normas e bases corretas, e uma lei de reajuste automático, denominada Lei de Causa e Efeito.

A Lei de Causa e Efeito (também chamada de Ação e Reação) é complemento necessário à Lei de Justiça, de Amor e de Caridade. Por ela o homem vai se depurando, evoluindo, corrigindo erros, até conseguir, mercê de seu próprio esforço, alcançar a perfeição e a consequente felicidade.

Deus nos criou para a felicidade, não para o sofrimento. É um erro supor que a Terra será sempre um vale de lágrimas. Ela, hoje, ainda planeta de expiação e de provas, abriga em seu seio espíritos imperfeitos, e a situação caótica do mundo nada mais é que a colheita coletiva que estamos fazendo dos atos repletos de egoísmo e de desamor, ao longo de nossa caminhada pela fileira das reencarnações. Chegaremos um dia que mudaremos o planeta colocando em nossos corações o Evangelho de Jesus  e a Terra será um planeta habitável, fraterno, saudável e feliz. Somos os construtores de nosso destino.

“A vida é um projeto ‘faça você mesmo’”.

5.      O livre-arbítrio, como expressão de liberdade individual.

Para a Doutrina Espírita não há destino, não há predestinação, não há sorte ou azar. O futuro é construído todos os dias. Através de pensamentos e ações, o espírito e seu grupo cultural escolhem e determinam seus caminhos, exercitando uma característica indissociável do ser inteligente: o livre arbítrio.

A evolução é o fundamento da vida e ocorre pela aquisição de conhecimentos em sentido amplo: técnico, afetivo, emocional, moral, filosófico, científico e religioso.
O espírito adquire conhecimentos novos através das experiências, vivências e convivências acumuladas ao longo de sucessivas situações pelas quais passa, tanto do ponto de vista espiritual como material.

O espírito reencarna se submete a algumas condições pelo fato de estar na Terra o que afeta o exercício do livre-arbítrio, interferindo também na alimentação, no sono, no envelhecimento, nas limitações do físico, na visão, na audição, nas formas de comunicação, nas condições do meio ambiente, entre outras.

Dentre os conceitos fundamentais que compõem o núcleo do Espiritismo, o livre-arbítrio é o aspecto da lei maior que sustenta a evolução do universo inteligente.
Livre-arbítrio é a ação do espírito no limite de seu conhecimento e responsável na medida de seu entendimento. (Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas, Livre-Arbítrio).

6. O intercâmbio ente o mundo físico e o extrafísico

Todos somos Espíritos vivendo em planos diferentes da vida e estamos mergulhados na atmosfera fluídica que nos rodeia e seve de elemento de contato. Portanto, podemos nos comunicar com o mundo espiritual frequentemente, seja através da mediunidade ostensiva consciente, dos fenômenos inconscientes, das preces ou intuições que recebemos constantemente do mundo espiritual.

Pelos órgãos e faculdades mentais mantemos contato constante com o mundo espiritual, sobre o qual também atuamos. Desta maneiram todas as pessoas recebem a influência dos espíritos. A maioria nem percebe esse intercâmbio oculto, em seu mundo íntimo, na forma de Pensamentos, estados de alma, impulsos, pressentimentos e outros.

7. Pluralidade dos mundos habitados, representando a humanidade cósmica.
                             
                        Os globos que se movem no espaço são habitados?
Sim, e o homem terreno está longe de ser, como supõe, o primeiro em inteligência, em bondade e em perfeição. (O Livro dos Espíritos, cap. 3, quest. 55)

HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI – Capítulo III do Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec -  Itens 1 e 2 :

“Não se turbe o vosso coração. Crede em Deus, crede também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, já vo-lo teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar (São João, 14: 1 a 3).
                                                                                                                              
A casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem aos Espíritos que neles encarnam, moradas correspondentes ao adiantamento dos mesmos espíritos.

A tese da pluralidade dos mundo habitados leva-nos imediatamente ao conceito de solidariedade cósmica. Na pergunta  176 do Livro dos Espíritos encontramos a afirmação de que: “todos os mundos são solidários”. Esta solidariedade se traduz pelo intercâmbio reencarnatório. 

Os espíritos mudam de globos, de acordo com as necessidades ou conveniência de seu processo evolutivo. Essas migrações, entretanto, não são feitas ao acaso, mas, segundo as leis universais da evolução. Cada mundo se encontra num determinado grau de aperfeiçoamento. Suas portas serão franqueadas aos espíritos, na proporção em que estes vão, por sua vez, atingindo graus superiores em sua evolução pessoal. 

Como os homens nas relações internacionais, espíritos superiores pode reencarnar-se em mundos inferiores, cumprindo missões civilizadoras. Da mesma maneira, espíritos de mundos inferiores podem estagiar em mundos superiores se estiverem em condições para isso, e voltar aos seus globos, para ajuda-los a melhorar.

DESTINAÇÃO DA TERRA – Os Espíritos explicam, no capítulo terceiro  do Evangelho Segundo o Espiritismo: “A qualificação de mundos inferiores e mundos superiores é antes relativa que absoluta. Um mundo é inferior ou superior em relação ao que está abaixo ou acima dele, na escala progressiva”. A medida cósmica é a evolução. “Embaixo” e “em cima” são expressões graduais e não locais.

A Terra já foi um mundo inferior, quando habitado pela humanidade primitiva que nela se desenvolveu. O seu progresso foi ainda incentivado por migrações de espíritos, realizadas em massa, no momento em que um mundo distante conseguiu subir na escala dos mundos. Seus “resíduos evolutivos” foram então transferidos para o nosso planeta. Criaturas superiores aos habitantes terrenos, exilados na Terra, deram-lhe extraordinário impulso evolutivo. Assim, ela passou de mundo primitivo para a categoria de mundo de expiações e provas. (O espírito e o tempo - João Herculano Pires).

Essa é a condição atual da Terra. Mas é, também, a condição que ela está prestes a deixar, a fim de elevar-se à categoria de mundo de Regeneração. Vejamos, porém, como explicar o nosso estágio atual.

Ensina O Evangelho Segundo o Espiritismo no capítulo citado: “A superioridade da inteligência de um grande número de habitantes indica que ela não é um mundo primitivo destinado à reencarnação de Espíritos ainda saídos da mão do Criador. As qualidades inatas que eles revelam são a prova de que já viveram, e de que realizaram algum progresso. Mas, também os numerosos vícios a que se inclinam são o  índice de uma grande imperfeição moral. Eis porque Deus os colocou numa terra ingrata, para aí expiarem as suas faltas, através de um trabalho penoso e das misérias da vida, até que mereçam passar para um mundo mais feliz”.

Representamos uma mistura de exilados e população aborígene. Os antigos habitantes do mundo primitivo convivem com os imigrantes civilizadores. Mas, estes mesmos civilizadores ainda são bastante imperfeitos, e realizam a sua missão expiando as faltas cometidas em outros mundos. A explicação prossegue: “A terra nos oferece, portanto, um dos tipos de mundos expiatórios, de que  as variações são infinitas mas, que tem por caráter comum o de servirem de lugar de exílio para os Espíritos rebeldes à Lei de Deus. Nesses mundos, os Espíritos tem de lutar ao mesmo tempo com a perversidade dos homens e contra a inclemência da natureza, duplo e penoso trabalho, que desenvolve simultaneamente as qualidades do coração e as da inteligência. É assim que Deus, na sua infinita bondade, transforma o próprio castigo em proveitoso progresso de Espírito”. (João Herculano Pires. – O Espírito e o Tempo, cap. 15).

Bibliografia:
Material extraído do Módulo 01 – Desenvolvimento doutrinário – Escola de Médiuns – Casa da caridade Irmã Elisabete.
Material utilizado no ECDE na CCIE -  Participe você pode aprender interagindo para o seu crescimento evolutivo.
Colaboração: Ivonete Silva.









28/05/2017

11a Aula Parte A - ANIMISMO E MISTIFICAÇÃO

Animismo: sistema fisiológico que considera a alma como causa primaria de todos os fatos intelectuais e vitais (do latim: anima = alma +ismo + doutrina). 

George Ernst Sthal (1660-1734) médico e químico alemão refutou o estudo, em medicina, da anatomia, da filosofia e da química, por entender que a cura de um doente estava baseada na alma. Assim , estabeleceu o sistema que se tornou célebre pelo nome de animismo. 

O Espiritismo, desde o inicio, expõe o fenômeno anímico como à manifestação da alma do médium, portanto, em conceituação diferente daquela fixada por Stahl. A alma do médium pode manifestar-se como qualquer outro Espírito, desde que goze de certo grau de liberdade, pois recobra os seus atributos de Espírito e fala como tal e não como encarnado. 

Devemos lembrar que, o perispírito é o órgão sensitivo do Espírito, por meio do qual este percebe coisas espirituais que escapam aos sentidos corpóreos. Pelos órgãos do corpo, a visão, a audição e as diversas sensações são localizadas e limitadas as percepção das coisas materiais, pelo sentido espiritual , ou psíquico, elas se generalizam: o Espírito vê, ouve e sente, por todo o seu ser, tudo o que se encontra na esfera de irradiação do seu fluido perispirítico. (GE. Cap. XIV item 22) 

Kardec conta-nos um fato anímico: Um senhor, habitante da província, nunca quis casar-se, malgrado as instancias de sua família. Um dia, estando em seu quarto, ficou admiradíssimo de se ver em presença de uma jovem, vestida de branco, e a cabeça ornada com uma coroa de flores. Surpreso com essa aparição, e estando seguro de que estava acordado, informou-se se alguém tinha vindo nesse dia; mas lhe disseram que pessoa alguma fora vista. Um ano depois cedendo às novas solicitações de uma parenta, decidiu ir ver a jovem que lhes propunham. Chegou no dia de Corpus Christi, e, quando voltava da procissão, uma das primeiras pessoas que vê (entrando na casa e uma jovem que reconhece como sendo a que lhe tinha aparecido; estava vestida do mesmo modo. Ele ficou desorientado e, de sua parte, a jovem soltou um grito de surpresa e sentiu-se mal. Voltando a si, disse: eu já tinha visto esse senhor em igual dia do ano precedente. Isso foi em 1835. (LM, Cap. VII, item 117). 

Ernesto Bozano em seu livro - “Animismo ou Espiritismo‘?” Cap. III esclarece que, as comunicações mediúnicas entre vivos (fenômenos anímicos) provam a realidade das comunicações mediúnicas com os desencarnados (fenômenos espíritas). 

Os Espíritos Erasto e Timóteo, explicam: “O médium, no momento em que exerce sua faculdade, o seu estado não difere sensivelmente do estado normal, sobretudo nos médiuns escreventes. Acrescenta que, a alma do médium pode se comunicar como a de qualquer outro” (LM. Cap. XIX, item 223). Cada médium revestirá o pensamento recebido com suas próprias palavras, e Kardec ressalta que “a expressão desse pensamento pode e deve mesmo mais frequentemente, ressentir-se da imperfeição desses meios” (LM, Cap. XIX, item 224). 

“Como um médium cuja inteligência atual ou anterior esteja desenvolvida, nosso pensamento se comunica instantaneamente, de Espírito a Espírito, graças a uma faculdade peculiar a essência mesma do Espírito. Nesse caso encontramos no cérebro do médium os elementos apropriados a roupagem das palavras correspondentes a esse pensamento.... É por isso que apesar de diversos Espíritos se comunicarem através do médium , os ditados por ele recebidos trazem sempre o cunho pessoal do médium, quanto à forma e estilo. Porque embora o pensamento não seja absolutamente dele, o assunto não se enquadre em suas preocupações habituais, o que desejamos dizer não provenha dele de maneira alguma, ele não deixa de exercer sua influência na forma, dando-lhe as qualidades e propriedades características de sua individualidade” (LM , cap. XIX item 225) 

Para que se possa distinguir se e o Espírito do médium ou outro Espírito que se comunica, e necessário observar a natureza das comunicações, através das circunstâncias e da linguagem. Quanto à diferenciação entre o pensamento do médium e do Espírito comunicante no médium intuitivo, Kardec diz que: “A distinção, de fato, e às vezes bastante difícil de fazer. Pode-se, entretanto, conhecer o pensamento sugerido pela razão de não ser jamais preconcebido, surgindo na proporção em que escreve ...” 

André Luiz conceitua animismo como o “conjunto dos fenômenos psíquicos produzidos com a cooperação consciente ou inconsciente dos médiuns em ação” (“Mecanismos da Mediunidade”, Cap.23). Em outro livro , o mesmo autor conceitua o fenômeno anímico como uma forma de desdobramento da alma, que se vê possuída. Há uma espécie de manifestação anímica descrita por André Luiz mostrando que, muitas vezes, o que se assemelha a um transe mediúnico, nada mais e do que o médium desajustado, revivendo cenas e acontecimentos no seu mundo subconsciente, fenômenos esse motivado pelo contato magnético, pela aproximação de entidades que partilharam as remotas experiências. (“Nos Domínios da Mediunidade”, Cap. 22) 

Nessa hora, o médium se comporta e se expressa como se ali estivesse realmente um Espírito a se comunicar. Nessas condições, diz André Luiz, “a idéia de mistificação talvez nos impelisse a desrespeitosa atitude, diante do seu padecimento moral. Por isso, nessas condições, é preciso armar o coração de amor, a fim de que possamos auxiliar e compreender. Um doutrinador sem tato fraterno apenas lhe agravaria o problema, porque, a pretexto de servir à verdade, talvez lhe impusesse corretivo inoportuno ao invés de socorro providencial. Primeiro, é preciso remover o mal, para depois fortificar a vitima na sua própria defesa.” (“Nos Domínios da Mediunidade”, Cap. 22) 

Mistificar: enganar, burlar, trapacear, tapear, iludir. O primeiro sentido foi o de iniciar alguém nos mistérios de um culto, tomá-lo iniciado. Deriva do grego “mysthés”, donde procede “mysthérion“ mistério. As mistificações são o escolho mais desagradável da prática mediúnica, mas, para evitá-la, há “um meio muito simples , que é o de não pedir ao Espiritismo nada mais do que ele não pode e deve dar-vos: seu objetivo é o aperfeiçoamento moral da humanidade. Desde que não vos afasteis disto, jamais sereis mistificados, pois não há duas maneiras de se compreender a verdadeira moral, mas somente aquela que todo homem de bom senso pode admitir .... Se nada pedem, aceitam o que dizem, o que da na mesma. Se recebessem com reserva e desconfiança tudo o que se afasta do objetivo essencial do Espiritismo, os Espíritos levianos não os enganariam tão facilmente“. (LM, 2ª parte, Cap. XXVII, item 303). Do que se conclui que só é mistificado aquele que merece. 

Perguntou-se ao Espírito Emmanuel se a mistificação não demonstra desamparo dos mentores da esfera espiritual. Ele respondeu “A mistificação experimentada por um médium traz, sempre, uma finalidade útil, que é a de afastá-lo do amor próprio, da preguiça no estudo de suas necessidades próprias, da vaidade pessoal ou dos excessos de confiança em si mesmo. Os fatos de mistificações não ocorrem à revelia de seus mentores mais elevados, que somente assim, o conduzem a vigilância precisa e as realizações da humildade e a prudência no seu mundo subjetivo” (“O Consolador”, perg. 401). 

O charlatão mais hábil geralmente é aquele seguido por maior contingente de pessoas. Assim, é conveniente lembrar que, no intercâmbio com o mundo invisível, os novos discípulos devem precaver-se contra os perigos representados por criaturas desse gênero. O orgulho e a ostentação é o que impulsionam essas pessoas a agirem assim. A técnica de o homem se apresentar como o melhor, o mais bem aquinhoado, de salientar-se a frente dos outros, de ter a presunção de converter consciências alheias, são atributos divorciados da verdade. 

Abusa-se de tudo, mesmo das coisas mais sagradas; por que não se abusa na da Doutrina espírita? Mas o mau uso que se faz de uma ideia não pode prejudicar a própria ideia. 

Onde não há especulação, o charlatanismo nada tem a fazer. 

O objetivo da Doutrina Espírita é a Reforma Intima do ser humano, tendo como foco principal a revisão de Valores onde o senso de justiça se faz, urgentemente, necessário. Devemos ter como parâmetro o exemplo de Jesus. 

Bibliografia: 
FEESP - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA – 1º. ANO 
KARDEC, Allan. A Gênese: Cap. XIV item 22 KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns: cap. VII, item 117; cap. XIX, item 224 e225 – 2a Parte - Cap. XXVIII, item 303 XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Mecanismo da Mediunidade: Cap. 23 XAVIER, Francisco Cândido, VIEIRA, Waldo (Espírito André Luiz). Nos Domínios da Mediunidade: Cap. 22 XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). O Consolador: perg. 401  

Parte B - PARÁBOLA DA OVELHA PERDIDA 

Registra o Evangelho de Lucas (Cap. 15:3 a 7) que, o objetivo de Jesus foi colocar em evidência que a revelação das grandes verdades, provindas de Deus, não guarda relação com as posições de maior ou menor destaque exercidas pelos homens. 

Os ensinamentos religiosos pertinentes ao povo hebreu estavam guardados nos templos, e apenas os escribas podiam dar-lhes a interpretação que melhor conviesse aos interesses da religião predominante, entretanto, Jesus utilizou, muitas vezes, das parábolas para falar ao povo e aos discípulos. 

Numa certa época quando ensinava o Mestre aproveitando-se da presença dos fariseus e escribas que viviam a persegui-lo e, também, de um recurso cultural porque era sabedor que o povo hebreu tinha um grande apreço aos animais, contou a Parábola da Ovelha Perdida afim de tocar a sensibilidade e levar a esperança ao ser humano, possibilitando o conhecimento de um Deus que abre seus braços a seus filhos, norteando um rumo para humanidade em direção as coisas do Espírito.

Da mesma forma que o Mestre, em Espírito, surgiu na estrada de Damasco aos olhos atônitos de Paulo de Tarso, sugerindo-lhe o abandono do ódio e do fanatismo ; o Cristo não deixou de exemplificar a tolerância ao seu perseguidor , como contou na Parábola da Ovelha Perdida que as noventa e nove ovelhas, ou seus discípulos, estavam guardados em seu manto de luz, o Bom Pastor foi buscar a ovelha que estava perdida. Percebemos, assim, que os arautos do Céu continuam a produzir aos olhos dos homens novas estradas de Damasco, com vistas a orientá-los no roteiro certo que conduz a criatura ao Criador. 

A Doutrina Espírita propõe uma revisão de Valores, lembrando que o corpo serve, apenas, de morada para o Espírito, para o desempenho de aprendizado na Terra. Oferece, no entanto, resistências ponderáveis as inspirações transmitidas pelos mentores espirituais. Entretanto, os mensageiros do bem jamais deixam de nos inspirar bons pensamentos e de nos alertar no tocante aos nossos desvios, os quais poderão representar tenebrosos sofrimentos nesta e na outra existência. 

No laborioso processo de reforma intima da humanidade, existe uma dependência lógica e preponderante entre Jesus e nos, decorrência a revelação que o Mestre preceituou ser o caminho, a verdade e a vida, deixou bem claro que é por meio dele, dos ensinos dele emanados e contidos no Evangelho que se processara o nosso aprendizado, o qual nos dará condições de sermos considerados, de fato, herdeiros do Reino de Deus. 

A Parábola da Ovelha Perdida é, pois um atestado eloquente do amor de Deus pelas suas criaturas. Demonstra que o Pai, generoso e bom, jamais condena seus filhos, proporcionando a todos a oportunidade de encontrarem em si Valores superiores. 

Observamos que para haver alegria no Reino do nosso Pai por um filho que se regenera, é imperioso que a sua reforma interior seja consciente , devendo a criatura tomar por lema a advertência de Jesus Cristo: “Quem tomar do arado não deve mais olhar para trás”. 

Bibliografia: Bíblia de Jerusalém: Novo Testamento, Evangelho de Lucas, Cap. 15:3 a 7 GODOI Paulo Alves de. Crônicas Evangélicas PUGLIA, Silvia C. S. C. – CDM 


Questões para Reflexão 
1) Descreva o que você entendeu por animismo. 
2) No dizer de Emmanuel a mistificação tem uma finalidade útil; Comente esta afirmação. 
3) Correlacione a parábola da ovelha perdida com aqueles que se*perdem pelos caminhos da própria evolução. 
4) Analise a advertência de Jesus: “Quem tomar do arado não deve mais olhar para trás.  

Parte C - DPM - 4ª fase - ENVOLVIMENTO Retomamos, nesta aula, a fase do envolvimento. 

Esse momento é de bem estar, pois estamos sendo abraçados pelo Benfeitor, que se fará perceptível através de sua energia amorosa, nos passando coragem e perseverança. 

O aluno acompanha o exercício, atento às sensações que tiver, pois elas podem variar a cada vez que o repetimos de acordo com as pessoas que participam do objetivo do trabalho e até mesmo do nosso próprio estado físico e emocional. Desta forma adquirimos a experiência necessária para cumprirmos de maneira adequada a nossa tarefa mediúnica. 

É comum o aluno sentir o desejo de passar mensagens já nesta fase, seja através da psicofonia ou psicografia; porém é necessário ter disciplina e aguardar até que seja o momento adequado para continuar. É necessário que o aluno esteja focado no tema da aula e acompanhe as orientações do dirigente da prática. 

# Disciplina é a mola propulsora da realização de qualquer tarefa #

5ª Aula Parte A - CENTROS DE FORCA OU CENTROS VITAIS

Definição: Os centros de força são fulcros energéticos ou força vital - acumuladores e distribuidores de energia situados no perispírito. Regem o funcionamento dos órgãos do corpo físico. Esses fulcros energéticos, sob a direção automática da alma, imprime nas células a especialização. Tem uma correspondência com o funcionamento dos órgãos do corpo humano através dos plexos, exceto o coronário. 

“No perispírito possuímos todo o equipamento de recursos automáticos que governam os bilhões de entidades microscópicas a serviço da Inteligência, nos círculos de ação em que nos demoramos, recursos esses, adquiridos vagarosamente pelo ser, em milênios e milênios de esforço e recapitulação, nos múltiplos setores da evolução anímica.” - André Luiz em Evolução em Dois Mundos, Capítulo II. 

Plexos São entrelaçamentos de nervos, formando uma verdadeira rede. São situados no corpo físico. O sistema nervoso é complexo e permeia todo o corpo físico em redes de comunicação. As células nervosas conectam-se entre si como um emaranhado de linhas. Em certos pontos, a compactação dessas linhas forma os plexos nervosos. Existem milhares desses plexos no corpo. Alguns são mais importantes pela localização e pelo trabalho que realizam. As energias captadas pelos centros vitais passam aos plexos e desses aos nervos, transitando assim por todo o organismo. 

André Luiz em “Evolução em dois Mundos”, Capítulo II dá a seguinte classificação: O centro coronário, instalado na região central do cérebro, sede da mente, centro que assimila os estímulos do plano superior e orienta a forma, o movimento, a estabilidade, o metabolismo orgânico e a vida consciencial da alma encamada ou desencarnada. Esse centro supervisiona, ainda, os outros centros vitais que lhe obedecem ao impulso, procedente do Espírito; 

O centro cerebral contíguo ao coronário, com influência decisiva sobre os demais, governando o córtice encefálico na sustentação dos sentidos, marcando a atividade das glândulas endócrinas e administrando o sistema nervoso, em toda organização; 

O centro laríngeo, controlando notadamente a respiração e a fonação;  

O centro cardíaco, dirigindo a emotividade e a circulação das forças de base;  

O centro esplênico, determinando todas as atividades em que se exprime o sistema hemático, dentro das variações de meio e volume sanguíneos;  

O centro gástrico, responsabilizando-se pela digestão e absorção dos alimentos densos ou menos densos que, de qualquer modo, representam concentrados fluídicos penetrando-nos a organização; 

O centro genésico, guiando a modelagem de novas formas entre os homens ou o estabelecimento de estímulos criadores, com vistas ao trabalho, a associação e a realização entre as almas.  

Centro Vital Plexos Correspondentes Localização Coronário Coronário Alto da cabeça (Topo Frontal Frontal (Carótico) Fronte (Lobo Frontal, entre as sobrancelhas) Laríngeo Laríngeo (Faríngeo) Garganta Cardíaco Cardíaco Sobre o coração Gástrico (Solar) Gástrico Sobre o estômago Esplênico Esplênico (Mesentérico) Sobre o baço Genésico Hipogástrico Baixo ventre (Bexiga)  

É importante citarmos que André Luiz, em suas obras, não se refere ao Centro vital Básico, porém, Edgard Armond o incluiu, considerando sua importância no metabolismo energético, por ser o agente reativador das atividades mediúnicas no campo da movimentação de fluidos pesados, próprios do homem em evolução. 

“André Luiz em “Entre a Terra e o Céu”, Capitulo 20, diz o seguinte: “Quando a nossa mente, por atos contrários a Lei Divina, prejudica a harmonia de qualquer um desses fulcros de força de nossa alma, naturalmente se escraviza aos efeitos da ação desequilibrante, obrigando se ao trabalho de reajuste”. 

Nos trabalhos de passes o conhecimento da localização dos centros de força é de suma importância. 
“O passe não é unicamente transfusão de energias anímicas. E o equilibrante ideal da mente, apoio eficaz de todos os tratamentos”. 

“Espíritas e médiuns espíritas, cultivemos o passe no veiculo da oração, com respeito que se deve a um dos mais legítimos complementos da terapêutica usual”. (Opinião Espírita Capitulo 55). 

“O socorro, através de passes, aos que sofrem do corpo e da alma, é instituição de alcance fraternal que remonta aos mais recuados tempos. O Novo Testamento, para referir-nos apenas ao movimento evangélico, é valioso repositório de fatos nos quais Jesus e os apóstolos aparecem dispensando, pela imposição das mãos ou pelo influxo da palavra, recursos magnéticos curadores. Nos tempos atuais tem cabido ao Espiritismo, na sua feição de Consolador Prometido, conservar e difundir largamente essa modalidade de socorro espiritual.” (Estudando a Mediunidade, Capitulo XXVI). 

Devemos, portanto, caminhar em busca do equilíbrio em nossas atitudes, buscando uma harmonização físicoespiritual, calcada sempre nos ensinamentos evangélicos transmitidos Jesus. 

Bibliografia: Xavier, Francisco Cândido/Vieira. Waldo (André Luiz). Evolução em dois Mundos: Capitulo II  Xavier, Francisco Cândido (André Luiz). Entre a Terra e o Céu: Capitulo XX Peralva, Martins. Estudando a Mediunidade: Capitulo XXVI Xavier, Francisco Cândido/Vieira Waldo (Emmanuel/André). Capitulo 55  

Parte B - DIRETRIZES DO EVANGELHO 
“Nem todo o que diz Senhor, Senhor, entrara no Reino dos Céus, mas sim o que faz a vontade de meu Pai...” (Mateus, 7:21) 

O tema nos convida a reflexão sobre como nos posicionamos na qualidade de discípulos frente aos ensinamentos de Jesus. Em diversas oportunidades Jesus exemplificou como deveríamos nos portar frente às diversas situações que a vida nos coloca.

 Quando descobrimos a riqueza do Evangelho, encontramos verdadeiro manancial que auxilia a nos reformarmos interiormente. 

A reforma perante a luz do Cristo, certamente nos torna pessoas melhores. Porém, o fato consiste somente em Parte da questão. De que vale chamá-lo de Mestre quando não se segue os seus preceitos? Faz-se imprescindível aplicar seus ensinamentos na própria vida transformando-se com o objetivo maior de melhor servir. No próprio capítulo citado acima, Mateus relembra a assertiva do Mestre: “Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis”, ou seja, o trabalho é fundamental. 

Já dizia Paulo “Somos cooperadores de Deus” (I Coríntios, 3:9) e, para nos ensinar como cooperar, Jesus veio pessoalmente trazer sua mensagem de amor que nos ensina como proceder. Esta mensagem esta concentrada nos Evangelhos que constituem um verdadeiro manual de normas de conduta. E Jesus fornecendo padrões educativos nas passagens do Evangelho, através dos seus exemplos e ensinamentos, que nos levarão a plenitude, culminando na conquista do Reino dos Céus dentro de nos. 

“Não basta fazer do Cristo Jesus o benfeitor que cura e protege. É indispensável transformá-lo em padrão permanente da vida, por exemplo e modelo de cada dia” (VL 100). Como absorver tal citação em nossas vidas se ainda estamos tio distantes do que seria um bom exemplo? Os Evangelhos nos ensinam o caminho, mas a prática a nos pertence totalmente. E é justamente nessa prática, envolvida pela caridade, que estaremos aprendendo com o Mestre do amor e da renúncia. 

O trabalho digno é a oportunidade abençoada e, trazendo para o nosso contexto, não resta duvida que o exercício da mediunidade é um excelente campo na seara do bem. Entretanto, boa Parte dos aprendizes é ainda motivada pela oportunidade de atuar na pratica fenomênica atraídos muitas vezes pelo fantástico e pela curiosidade. Alcançar o título de médium, em obediência a meros preceitos do mundo, não representa esforço essencialmente difícil. Receber mensagens do Além e transmiti-las a outrem, simplesmente, pouca valia possui, a menos que se esteja com propósitos elevados. 

Sabemos que o intercâmbio mediúnico é acontecimento natural e o médium é um ser humano como qualquer outro. O que o diferencia é o agir e servir, ajudar e socorrer sem recompensa e sem vangloriar-se, sabendo fazer bom uso do empréstimo que a Bondade Infinita lhe concedeu, e pautando-se pelas diretrizes de Jesus. 

Não podemos nos esquecer de que como médiuns somos instrumentos nas mãos do divino Mestre - é indispensável afinar o nosso instrumento de serviço justamente pelo Seu diapasão. Todos podem transmitir recados espirituais, doutrinar irmãos e investigar a fenomenologia, mas para imantar corações em Jesus é indispensável sejamos fiéis servidores do bem, trazendo o cérebro repleto de inspiração superior e o coração inflamado na Fe viva. 

Assim, todos aqueles que se vêem convidados a atuar no Campo da mediunidade, devem ter muito claro que todo o trabalho sempre devera ser feito em Espírito de muita fraternidade e em nome de Jesus. Quanto mais o médium se purifica mais se sintoniza com a espiritualidade elevada e, para se purificar, a prática do Evangelho é o melhor caminho. 

O Espírito Emmanuel nos orienta: “quando termine cada dia, passam em revista as pequeninas experiências que partilhaste na estrada vulgar. Observa os sinais com que assinalaste os teus atos, recordando que a marca do Cristo é, fundamentalmente, aquela do sacrifício de si mesmo para o bem de todos” (VL 8). 

“E tudo o quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens” Paulo (Colossenses, 3:23). 

Bibliografia: KARDEC, Allan. Evangelho Segundo Espiritismo: Cap. XVIII, item 6 Bíblia de Jerusalém: Novo Testamento XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Vinha de Luz XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Segue-me 

Questões para reflexão 1) Cite os centros de forca e diga onde estão situados. 2) Fale sobre os plexos. 3) Analise o ensinamento de Jesus: “Assim pelos seus frutos os conhecereis”. (Mt 7:20) 4) Interprete a afirmação de Jesus “Nem todos que me dizem Senhor, Senhor, entrarão no Reino dos Céus: mas somente os que fazem a vontade de meu Pai que esta nos céus!”  

Parte C - DPM - MÉTODO DAS CINCO FASES – 2ª FASE: APROXIMAÇÃO 

Nesta aula será detalhada e exercitada mais uma das fases do desenvolvimento mediúnico. Todo o dia nos aproximamos das pessoas, isso acontece com encarnados ou desencarnados, nas mais diferentes faixas vibratórias. Os espíritos se aproximam de nós com as mais variadas intenções, é ao estudá-las que saberemos qual é a intensidade e a intenção, para tanto treinamos separadamente a fase da aproximação. Com a prática adquirida aprenderemos a nos defender, no nosso dia a dia, de espíritos com intenções maléficas ou fúteis. 

Em nossos exercícios estaremos trabalhando apenas com espíritos benfeitores, que tem a intenção de cooperar com o nosso desenvolvimento. A aproximação é sentida de maneira geral em nosso organismo, podendo o aluno distinguir a direção que o espírito se aproxima. Vale notar que nem todos os alunos conseguem perceber esta fase de imediato, podendo senti-la em outros exercícios, com o decorrer do aprendizado. 

Novamente será feita a preparação individual do médium e do ambiente, passaremos pela primeira fase e daremos ênfase à aproximação. O dirigente solicita aos benfeitores que se aproximem do aluno, este guardará na lembrança as sensações que teve durante o exercício, para relatar ao monitor no final do exercício. 

# A participação do médium é ativa, devendo procurar aprender com as experiências adquiridas

  

FEESP - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA – 1º. ANO 

24/04/2016

MEDIUNIDADE


Mediunidade - qualidade de médium (dicionário Aurélio) Médium - substantivo de dois gêneros:   Segundo o Espiritismo, o intermediário entre os vivos e a alma dos mortos;  Meio para a transmissão de uma mensagem. (dicionário Aurélio) 

Médium - suposto intermediário entre os vivos e a alma dos mortos - pessoa a que se atribui o poder de comunicar-se com a alma dos mortos. (Koogan Larousse - Pequeno Dicionário Enciclopédico). 

Na visão espírita “A mediunidade é atributo do Espírito, patrimônio da alma imortal, elemento renovador da posição moral da criatura terrena, enriquecendo todos os seus Valores no capitulo da virtude e inteligência, sempre que se encontre ligada aos princípios evangélicos na sua trajetória pela face do mundo.” (O Consolador - perg. 382) 

“Digamos, de início, que a mediunidade é inerente a uma disposição orgânica, de que todos podem ser dotados, como o de ver, ouvir e falar (...) A mediunidade não implica necessariamente as relações habituais com os Espíritos superiores. É simplesmente uma aptidão, para servir de instrumento, mais ou menos dócil, aos Espíritos em geral. O bom médium não é, portanto, aquele que tem facilidade de comunicação, mas o que é simpático aos bons Espíritos e só por eles é assistido. É neste sentido, unicamente, que a excelência das qualidades morais é de importância absoluta para a mediunidade.” (E.S.E., cap. XXIV, item 12).  

“O dom da mediunidade é tão antigo quanto o mundo. Os profetas eram médiuns. Os mistérios de Eleusis foram fundados sobre a mediunidade. Os caldeus, os assírios, possuíam médiuns. Sócrates era dirigido por um Espírito que lhe inspirava os princípios de sua filosofia. Todos os povos tiveram seus médiuns. E as inspirações de Joana D’Arc nada mais eram que a voz dos Espíritos benfeitores que a orientavam”. (LM, cap. XXXI, item 11). 

Portanto todos os homens são médiuns. Todos têm um Espírito que os dirige para o bem, quando eles sabem escutá-lo. Todos a possuem em graus que diferem de acordo com o indivíduo, porém o termo propriamente dito se aplica as pessoas dotadas de mediunidade ostensiva no campo dos fenômenos físicos e intelectuais. 

Kardec nos diz em O Livro dos Médiuns que: “toda pessoa que sente a influência dos Espíritos em qualquer grau de intensidade é médium. Por isso mesmo não constitui privilégio e são raras as pessoas que não a possuem pelo menos em estado rudimentar. Pode-se dizer, pois, que todos são mais ou menos médiuns.” (LM, cap. XIV, item 159). 

Portanto, como nos ensina Hermínio C. Miranda, na obra ‘Diversidade dos Carismas’: “1- o médium é uma pessoa, ou seja, um ser humano dotado de certas faculdades especiais de sensibilidade; 2- pode servir, mas nem sempre quer e nem sempre tem tarefas a exercer no campo específico da mediunidade, ou, no âmbito mais limitado desta, poderá ter tarefas em determinado tipo de mediunidade e não em outros; 3- é um instrumento para que a comunicação se faça, mas não a fonte geradora da mensagem, seja ela visual, auditiva, olfativa ou qualquer outra; 4- opera entre Espíritos desencarnados, de um lado, e Espíritos Encarnados, de outro. Podemos acrescentar um quinto elemento na análise da definição, “é um servidor, cabe-lhe fazê-lo com dignidade, fidelidade e honestidade.” (II volume, pag. 12). 

Oportuna a lição do médium Francisco Cândido Xavier, na qual dizia: “O telefone da mediunidade só toca de lá para cá e não daqui para lá, eu não tenho o poder de trazer nenhum Espírito aqui. O que Deus me deu foi à capacidade de perceber quando há, perto de mim, um Espírito que deseje se comunicar”. 

André Luiz e Emmanuel, no livro ‘Opinião Espírita’, psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, sabendo que alguns médiuns têm medo, os aconselham, nos seguintes termos: 

“Médiuns, se o medo é o teu problema individual, no que respeita a prática medianímica, situa na construção da fé raciocinada a melhoria que aspiras”. “A coerência com os princípios que esposamos ensina-nos que a criatura de fé verdadeira nada teme, senão a si própria, atenta que vive as fraquezas pessoais. Em razão disso, é correto receares simplesmente a ti mesmo, em todos os sentimentos que ainda não conseguiste disciplinar”. 


“Se não te amedrontas face à condição de intérprete na troca verbal entre criaturas que versam idiomas diferentes por que temer a posição de instrumento entre pessoas domiciliadas em esferas diferentes, carecidas da cooperação mediúnica?” “Por que motivo te assusta diante dos desencarnados, que são, na essência, personalidades iguais a ti mesmo?” “Medo é inexperiência” 
Atuação do Médium O intercâmbio mediúnico ocorre através do pensamento, é uma ligação mental estabelecida entre o Espírito comunicante e o Espírito do médium receptor. 

Como os Espíritos se comunicam por pensamentos e não por palavras, e a sintonia se estabelece através da semelhança de propósitos, são idéias ou imagens que o Espírito emite em ligação com o médium, e que esse capta conforme sua capacidade. 

“Nessa ligação mental, o perispírito apresenta um papel muito importante, pois ele é o elo material entre o Espírito e a matéria. Pela sua união íntima com o corpo, o perispírito desempenha um papel preponderante no organismo; pela sua expansão, coloca o Espírito encarnado em relação mais direta com os Espíritos livres, e também com os encarnados.” (GE., cap. XIV, item 17) 

Por intermédio do Espírito André Luiz, podemos compreender melhor o aspecto específico da relação entre o perispírito e o corpo físico no fenômeno mediúnico, quando se refere à mediunidade espontânea que começa a aflorar no homem primitivo: “Os encarnados que demonstrassem capacidade mediúnica mais evidente, pela comunhão menos estreita entre as células do corpo físico e do corpo espiritual, em certas regiões do campo somático, passaram das observações, durante o sono, as observações da vigília (...) Quanto menos densos os elos entre os implementos físicos e espirituais, nos órgãos da visão, mais amplas as possibilidades na clarividência, prevalecendo às mesmas normas para a clariaudiência e para modalidades outras...” (Evolução em Dois Mundos, cap. 17, pg. 134). 

A mediunidade surge como veículo utilizado pelos Espíritos para nos trazerem a terceira revelação. “O espiritismo é a terceira revelação da lei de Deus, mas não está personificado em ninguém, porque ele é o produto do ensinamento dado, não por um homem, mas pelos Espíritos, que são as vozes do céu, em todas as partes da terra e por inumerável multidão de intermediários.” (E.S.E., cap. 1, item 6). 

Mediunidade na Bíblia “Muitas passagens do Evangelho, da Bíblia, e dos autores sagrados em geral são ininteligíveis, e muitas mesmo parecem absurdas, por falta de uma chave que nos dê o seu verdadeiro sentido. Essa chave está inteirinha no Espiritismo, como já se convenceram os que estudaram seriamente a doutrina, e como ainda melhor se reconhecerá mais tarde. O Espiritismo se encontra por toda a parte, na antiguidade, e em toda época da Humanidade. Em tudo encontramos os seus tragos, nos escritos, nas crenças e nos monumentos, e é por isso que, se ele abre novos horizontes para o futuro, lança também uma viva luz sobre os mistérios do passado.” (E.S.E. - introdução, n° 1) 

Por oportuno, convém observamos que na própria história bíblica, no Antigo Testamento, encontramos, entre outros termos, o vidente para designar o indivíduo portador de mediunidade. Mais tarde, aqueles que tiveram contato com o mundo espiritual, foram chamados de profetas. 
Vejamos texto seguinte, extraído do livro primeiro de Samuel: “Saul se encontra com Samuel - subindo a ladeira da cidade, cruzaram com duas jovens que saiam para buscar água e lhe perguntaram: ‘o vidente está na cidade?’ - antigamente, em Israel, quando alguém ia consultar a Deus, dizia: ‘vamos ao vidente’, porque, em vez de ‘profeta’, como hoje, dizia-se: ‘vidente’...” (I Samuel, 9:11). 

A Bíblia de Jerusalém (Paulus Editora, 1985) traz-nos a seguinte explicação sobre os termos profeta: “A bíblia hebraica agrupa os livros de Isaías, Jeremias, Ezequiel e dos doze profetas sob o título de “profetas posteriores e os coloca após o conjunto Josué-Reis, ao qual da o nome de profetas anteriores”.(pg.1331). 

“Destaca, ainda, que (...) não é de estranhar que a bíblia coloque Moisés no inicio da linhagem dos profetas (Dt 18,15. 18) e o considere como o maior de todos (Nn 12,6-8; Dt 34,10-12)” (pg. 1333). 

1a Aula -  7 
Relata ainda que “em graus diversos e sob formas variadas, as grandes religiões da antiguidade tiveram pessoas inspiradas que pretendiam falar em nome de seu Deus. Em especial entre os povos vizinhos de Israel.” (pg. 1331). 

Mediunidade no Novo Testamento Com a vinda de Jesus, trazendo a segunda revelação, a mediunidade passou a ser vista com uma visão mais realista, porém, se fez necessário o seu desencarne, o retomo a pátria espiritual, para demonstrar a inexistência da morte do Espírito, culminando com o acontecimento no dia de Pentecostes. Pode-se afirmar que o Evangelho de Jesus e a sua epopeia terrestre é o triunfo da vida sobre a morte. 

Em Mateus encontramos o seguinte relato mediúnico denominado transfiguração: “Seis dias depois, Jesus tomou Pedro, Tiago e seu irmão João, e os levou para lugar a parte, sobre uma alta montanha. E ali foi transfigurado diante deles. O seu rosto resplandeceu como o sol e as suas vestes tornaramse alvas como a luz. E eis que lhes aparecem Moisés e Elias conversando com ele. Então Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: “Senhor, é bom estarmos aqui. Se queres, levantarei aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Ainda falava, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra e uma Voz, que saia da nuvem, disse: “este é meu filho amado, em quem me comprazo ouvi-o !”Os discípulos, ouvindo a voz, muito assustados, caíram com o rosto no chão. Jesus chegou perto deles e, tocando-os, disse: “levantaivos e não tenhais medo. “Erguendo os olhos, não viram ninguém: Jesus estava sozinho” (Mateus, 17: 1-8) 

Fato semelhante aconteceu mais tarde, quando Pedro prepara o batismo dos primeiros gentios:  “Pedro estava falando estas coisas, quando o Espírito santo caiu sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, que tinham vindo com Pedro, ficaram estupefatos de verem que também sobre os gentios se derramara o dom do Espírito Santo, pois ouviam-nos falar em línguas e engrandecer a Deus. Então disse Pedro: “poderia alguém recusar a água do batismo para estes que receberam o Espírito Santo como nós?”E determinou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo” (Atos, 10-44,47). 

Com a propagação do Cristianismo, as diversas manifestações mediúnicas também cresceram, motivo pelo qual vamos encontrar algumas recomendações sobre esses fatos. 

João, em sua primeira epístola, ao nos ensinar a viver como filho de Deus, nos recomenda: 

“Caríssimos, não acrediteis em qualquer Espírito, mas examinai os Espíritos para ver se são de Deus, pois muitos falsos profetas vieram ao mundo...” (4-1). Nos diz, ainda que “ninguém jamais viu a Deus; quem nos revelou Deus foi o filho único, que esta junto do pai” (1-18). 

Paulo, também adverte aos coríntios, na primeira epístola: “Procurai a caridade. Entretanto, aspirai aos dons do Espírito, principalmente a profecia. Pois aquele que fala em línguas, não fala aos homens, mas a Deus. Ninguém o entende, pois ele, em Espírito, enuncia coisas misteriosas. Mas aquele que profetiza fala aos homens: edifica, exorta, consola. Aquele que fala em línguas edifica a si mesmo, ao passo que aquele que profetiza edifica a assembleia. Desejo que todos falem em línguas, mas prefiro que profetizem. Aquele que profetiza é maior do que aquele que fala em línguas, a menos que este mesmo as interprete, para que a assembleia seja edificada...” (14- 1,25). 

Existem diversas outras passagens demonstrando o mediunismo, tanto no Antigo como no Novo Testamento, porém, as citadas dão uma idéia da importância e da responsabilidade do médium no trabalho na seara de Jesus. 

Bibliografia A Bíblia de Jerusalém - Antigo Testamento e Novo Testamento XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo (Espíritos André Luiz e Emmanuel). Opinião Espírita: lição 41 KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns: 2ª Parte - Cap. XXXI, item ll - Cap. XIX, item 225 - Cap. XIV item 159 - Cap. XVII, item 209 - Cap. XVI, item 187 KARDEC, Allan. A Gênese: Cap. XIV, item 17 XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). O Consolador: perg. 382 GIMENEZ, Henrique Ney de. A Mediunidade na Bíblia. KARDEC, Allan. Evangelho Segundo Espiritismo: Cap. I, item 6 e introdução -item 1 KARDEC, Allan. Livro dos Espíritos. XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo (Espírito André Luiz). Evolução em Dois Mundos: Cap. 17 XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Roteiro: Lição 27 MIRANDA, Hermínio C. Diversidade dos Carismas: Vol. I e II XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo (Autores Espirituais Diversos). O Espírito da Verdade: lição no. 67 


Parte B - MEDIUNIDADE E FIDELIDADE 

Ao longo de sua trajetória evolutiva, o homem, ao receber por acréscimo da misericórdia divina a ferramenta de trabalho espiritual denominada mediunidade, dela serviu-se em busca do seu aprimoramento, porém nem sempre a utilizou com fidelidade e responsabilidade, gerando comprometimentos para o seu futuro. 

E fidelidade conquistou com o exercício da mediunidade com amor, humildade e discrição. Kardec deu-nos o exemplo disso, quando nunca ressaltou nenhum médium que o auxiliou na Codificação. 
Em “Roteiro”, o autor espiritual Emmanuel nos diz: “... E ainda em todos os acontecimentos religiosos que precederam a vinda do Cristo, a manifestação dos desencarnados ou o fenômeno espírita comparece por vívido clarão da verdade, orientando os sucessos e guiando as supremas realizações do esforço coletivo...”, concluímos que a alegria ou tristeza, fé ou descrença, saúde ou doença e tantos outros estados da alma, dependem unicamente de como nos conduzimos, agindo e interagindo com o próximo, haja vista que para o serviço mediúnico com Jesus, há a exigência de estudo constante, disponibilidade, disciplina, renúncia e sobretudo, vigilância. 

O Espírito André Luiz na obra “Sol nas Almas” psicografado por Waldo Vieira, lição n° 67 se reporta a responsabilidade: “...Necessário saiba o médium que aptidões estabelecem responsabilidades e que estas, honorificadas pelo trabalho construtivo e menosprezadas por atividades menos dignas gera, respectivamente, o auxilio dos poderes que elevam a vida ou a Companhia dos agentes que a rebaixam...”, isso nos traz a realidade atual, a necessidade de auto iluminação do médium para que ele possa sempre ser um instrumento fiel e consciente do seu compromisso junto ao próximo, como recurso de inolvidável sintonia com o Bem Maior. Do mesmo autor espiritual, o livro “O Espírito da Verdade”, lição no70, “...lembre-se de que, na tarefa de ajudar, o bem maior é sempre aquele que ainda está por fazer, a espera da nossa disposição...”, ou seja, este é o médium fiel, o que auxilia, que coopera, distribui, empresta, organiza e exemplifica em todas as circunstâncias com naturalidade, discrição e caridade nas suas menores atitudes. 

No Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XXIV, item 11, “Os sãos não precisam de médico”, temos: “... que a mediunidade e inerente a uma condição orgânica, de que todos podem ser dotados, como a de Ver, ouvir ou falar. Não há nenhuma de que o homem, em consequência do seu livre-arbítrio, não possa abusar...”, isso denota que a cada um será pedido contas do uso da faculdade recebida, por ser esta, o Auxilio Divino que o Pai Criador em sua infinita bondade, através de seus mensageiros, nos permite levar a luz a todos, dissipando as trevas da ignorância e da má vontade; o fortalecimento no bem a todos os virtuosos; a orientação com extremado amor aos viciosos, para que estes possam se conduzir a Jesus, arrependidos e dispostos ao trabalho com os amigos espirituais em busca da ascensão espiritual. 

Bibliografia: VIEIRA, Waldo (André Luiz). Sol nas Almas: Lição 67 XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo (Autores Espirituais Diversos). O Espírito da Verdade: lições 05, 14, 19, 29 e 70 KARDEC, Allan. Evangelho Segundo Espiritismo: Cap. VI, item 8; cap. XVIII, item 3; cap. XXIV itens 4, 11 e 12; e, cap. XXVI, item 7. XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Roteiro MIRANDA, Hermínio C. Diversidade de Carismas, vol. II 
Questões para reflexão: 1) Explique o que é mediunidade e por que todos os homens são médiuns? 2) Comente sobre o medo do médium de ter contato com os Espíritos. 3) Faça um breve relato da fidelidade do médium em suas tarefas mediúnicas. 4) Analise os ensinamentos de Jesus: “os sãos não precisam de médico”.  


Parte C - ABERTURA E ESCLARECIMENTO SOBRE O DESENVOLVIMENTO PRÁTICO MEDIÚNICO (DPM) - PREPARAÇÃO DO AMBIENTE 

Para que um bom trabalho se realize é necessário começarmos pela preparação do ambiente. Tomemos como exemplo uma oficina mecânica ou de costura; se o local estiver em desordem, sujo, ferramentas e peças espalhadas por toda a parte, a qualidade do trabalho fica comprometida. 

1a Aula -  9 
Como em qualquer atividade, o ambiente para o trabalho mediúnico também deve ser preparado. Essa preparação inclui as pessoas presentes, pois é necessária harmonia e sintonia entre todos. Quanto mais homogêneo for o pensamento, o sentimento, a vontade direcionados para o bem, mais fáceis e proveitosos será a manifestação do Plano Espiritual. 

Este primeiro exercício tem como objetivo demonstrar ao aluno a forma de preparar o ambiente, elevando o pensamento e harmonizando-o com o dos Benfeitores Espirituais presentes.  A projeção do pensamento como energia luminosa ajuda a estabelecer um ambiente higienizado e propício ao trabalho. O dirigente da parte prática dará maiores detalhes e conduzirá os alunos durante o exercício; os monitores presentes irão apurar a sua participação. 

# A disciplina é requisito fundamental no sucesso da atividade mediúnica # 

Bibliografia: - PUGLIA, Silvia Cristina Stars de Carvalho. CDM – Curso para Dirigentes e Monitores de Desenvolvimento 

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FONTE: Edições FEESP , Curso de Educação mediúnica, 1º ano, 28ª edição,2012

03/04/2016

CONTOS ESPÍRITAS


A FAMA DE RICO

O Coronel Manoel Rabelo, influente fazendeiro no Brasil Central, fora acometido de paralisia nas pernas. Vivia no leito, rodeado pelos filhos atentos. Muito carinho. Assistência contínua.

No decurso da doença, veio a conhecer a Doutrina Espírita, que lhe abriu novos horizontes à vida mental. Pouco a pouco desprendia-se da ideia de posse. Para que morrer com fama de rico? Queria agora a paz, a bênção da paz.

Viúvo, dono de expressiva fortuna e prevendo a desencarnação próxima, chamou os quatro filhos adultos e repartiu entre eles os seus bens. Terras, sítios, casas e animais, avaliados em seis milhões de cruzeiros, foram divididos escrupulosamente.

Com isso, porém, veio a reviravolta. Donos de riqueza própria, os filhos se fizeram distantes e indiferentes. Muito embora as rogativas paternas, as visitas eram raras e as atenções inexistentes.

Rabelo, muito triste e quase completamente abandonado, perguntava a si mesmo se não havia cometido precipitação ou imprudência. Os filhos não eram espíritas e mostravam irresponsabilidade completa.

Nessa conjuntura, apareceu-lhe antigo e inesperado devedor. O Coronel Antonio Matias, seu amigo da mocidade, veio desobrigar-se de empréstimo vultoso, que havia tomado sob palavra, e pagou-lhe dois milhões de cruzeiros, em cédulas de contado.

Na presença de dois dos filhos, Rabelo colocou o dinheiro em cofre forte, ao pé da cama. Sobreveio o imprevisto. Os quatro filhos voltaram às antigas manifestações de ternura. Revezavam-se junto dele. Papas de aveia. Caldos de galinha. Frutas e vitaminas. Mantinham-se cobertores quentes e fiscalizavam a passagem do vento pelas janelas. Raramente Rabelo ficava algumas horas sozinho.

E, assim, viveu ainda dois anos, desencarnando em grande serenidade.
Exposto o cadáver à visitação pública, fecharam-se os filhos no quarto do morto e, abrindo aflitivamente o cofre, somente encontraram lá um bilhete escrito e assinado pela vigorosa letra paterna, entre as páginas de surrado exemplar de “O Evangelho segundo o Espiritismo”.


O papel assim dizia: “Meus filhos, Deus abençoe vocês todos. O dinheiro que me restava distribuí entre vários amigos para obras espíritas de caridade. Lego, porém, a vocês, o capitulo décimo quarto de “O Evangelho segundo o Espiritismo”.

E os quatro, extremamente desapontados, leram a legenda que se seguia:
“Honrai a vosso pai e a vossa mãe. – Piedade filial”.


Waldo Vieira (médium)
Hilário Silva (espírito)  Livro: Almas em Desfile


Colaboradora: Rita Barretto

30/03/2016

DESOBSESSÃO Bezerra de Menezes - Chico Xavier

DESOBSESSÃO- Livro Bênçãos de Amor - Francisco Cândido Xavier - Ditado por Espíritos Diversos



DESOBSESSÃO 
Bezerra de Menezes 

         O amigo menos feliz da Espiritualidade, ao qual tantas vezes gravamos com o pejorativo de “obsessor”, é sempre uma afeição que se transfigurou na retaguarda, metamorfoseando amor em ódio e simpatia em desacordo. 

         É sempre a criatura que anexamos ao distrito espiritual de nossos próprios interesses e esperanças. 

         Não se transformará em definitivo por força de palavras que possamos pronunciar, e nem se anestesiará ao contato de promessas que venhamos a formular. 

         É sempre a criatura que nos observará, quanto ás idéias e planos de melhoria e elevação que anunciamos.

         Possivelmente, em muitas ocorrências, respeitará a autoridade e a influência de benfeitores que nos advoguem a causa de libertação e paz, reajuste e segurança, mantendo-se, porém, transitoriamente à distância. 
  
                 Entretanto, mesmo de longe, os amigos categorizados na condição que examinamos, prosseguem policiando-nos a vida e assinalando-nos os passos. 
  
                  Por isso mesmo, desobsedar-se será, antes de tudo, servir e servir, servir sem propósito de obter qualquer retribuição, servir por amor para demonstrarmos o proveito das lições de aperfeiçoamento em que vamos evoluindo. 
  
                  Não nos esqueçamos. 
os adversários que levantamos contra nós mesmos esperam por nós na seara do trabalho e da benção. 
  
         O suor que derramamos no dever a cumprir ser-lhes-á a certidão de nosso burilamento e as lágrimas que vertamos, no auxílio do próximo, serão as faíscas de luz que nos clarearão o caminho,do qual partilharão todos eles, tanto quanto nós mesmos , transformados e reconduzidos às leis de harmonia que nos governam. 
  
         Filhos, repitamos: Auxiliar aos outros é a forma de auxiliar-nos; desculpar é exonerar-nos do desequilíbrio que porventura ainda nos assinala o coração; suportando com paciência, seremos tolerados com a grandeza daqueles que nos supervisionam a jornada; amar e esquecer-nos é o processo de sermos lembrados nos suprimentos da Vida Superior e sempre mais amados para sermos, um dia, o Amor de Cristo que nos convidou à felicidade suprema, asseverando convincente: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.