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28/05/2017

12ª Aula Parte A - FIXAÇÃO MENTAL

Mecanismo da Fixação Mental Dramas do Espírito 
Mecanismo da Mente Humana  

O homem é responsável pelo seu pensamento perante Deus, e somente Deus podendo conhecê-lo, aplica-lhe a pena ou absolve-o, segundo a sua justiça. (LE-834) 

“Pensar é criar. A realidade dessa criação pode não exteriorizar-se, de súbito, no Campo dos efeitos transitórios, mas o objeto formado pelo poder mental vive no mundo intimo, exigindo cuidados especiais para o esforço de continuidade ou extinção”. (“Pão Nosso” - Emmanuel, lição 15) 

A fixação mental é o estado em que se encontra o Espírito, encarnado ou desencarnado em decorrência de um acontecimento, e cujo organismo psíquico se acha dominado por uma idéia da qual não consegue se desvencilhar. A criatura afetada pela fixação, “não se interessa por outro assunto a não ser o da própria dor Isola-se do mundo externo, vibrando tão somente ao redor do desequilíbrio oculto em que se compraz. Nada mais ouve, nada mais vê e nada mais sente, além da esfera desvairada de si mesma”. 

O mecanismo da fixação mental “Os sofrimentos são o resultado dos laços que ainda existem entre o Espírito e a matéria. Quanto mais ele estiver desligado da influência da matéria, quanto mais desmaterializado, menos sensação penosa sofrerá. (...) Que dome as suas paixões animais: que não tenha ódio, nem inveja, nem ciúme, nem orgulho; que não se deixe dominar pelo egoísmo; que purifique sua alma, pelos bons sentimentos; que pratique o bem; que não dê as coisas deste mundo senão a importância que elas merecem; e, então, mesmo sob o seu envoltório corpóreo, já se terá purificado, desprendido da matéria, e quando o deixar, não sofrerá mais a sua influência” (L.E., 257). 
“Toda falta cometida, todo mal realizado é uma dívida contraída que deverá ser ressarcida; se não o forem uma existência, sê-lo-á na seguinte ou seguintes, porque todas as existências são solidárias entre si”. A situação do Espírito, no mundo espiritual, não é outra senão por si mesmo preparada na vida corpórea. (A. Kardec - O Céu e o Inferno, Cap. VII, 1a Parte - Código penal da vida futura, itens 9o e 28°). 

Quando o Espírito que reconhece sua culpa se fixa mentalmente no ato que cometeu, passa a emitir pensamentos de remorso que é um sentimento destruidor. A idéia fixa pode durar séculos e até milênios, estagnando a vida mental no tempo. 

Hilário, companheiro do Espírito André Luiz, com dificuldade para penetrar os enigmas da cristalização da alma em torno de certas situações e sentimentos, faz as seguintes perguntas ao Assistente Aulus. - Como pode a mente deter-se em determinadas impressões, demorando-se nelas, como se o tempo para ela não caminhasse? - E o problema da imobilização da alma? O interpelado ouviu com atenção e prosseguiu explicando conforme se observa no Capitulo 25 do livro: “Nos Domínios da Mediunidade” 

Encontramos no livro O Céu e o Inferno 2ª Parte (Exemplos), depoimentos de Espíritos como o do avarento identificado por François Riquier que se fixou na busca de seu dinheiro - (Cap. IV “Espíritos Sofredores”) ou o do Espírito Castelnaudary, condenado a morar na casa onde cometeu seus crimes (Cap. VI - “Criminosos Arrependidos”). 

Dramas do Espírito Na erraticidade, “numerosos Espíritos ai flutuam indecisos entre 0justo e o injusto, entre a verdade e o erro, entre a sombra e a luz. Outros estão sepultados no insulamento, na obscuridade, na tristeza, sempre a procura de uma benevolência, de uma simpatia que podem encontrar”. 

O Espírito sofre as consequências naturais de seus atos, que recaindo sobre ele próprio, o glorificam ou acabrunham. O ser padece na vida de além-túmulo não S6 pelo mal que fez, mas também por sua inação e fraqueza. (Léon Denis - Depois da Morte, Caps. XXXIV e XXXVI) 

André Luiz em Obreiros da Vida Eterna, Cap. VIII (Treva e sofrimento) comenta a pregação de Hipólito no momento que ele diz: “O estacionamento, após esforço destrutivo, estabelece clima propicio aos fantasmas de toda sorte, fantasmas que torturam a mente que os gerou, levando-a a pesadelos cruéis. Cavamos poços abismais de padecimentos torturantes, pela intensidade do remorso de nossas misérias íntimas. (...) De um lado, a falência gritante; do Outro, o desafio da vida eterna”. 
Mecanismo da mente humana  “A mente é a casa do Espírito. Como acontece a vivenda, ela possui muitos compartimentos com serventia para atividades diversas. Às vezes, sobrecarregarmos as dependências de nosso lar interior com idéias positivamente inadequadas as nossas necessidades”. (“Alma e Coração” - Emmanuel/F. C. Xavier). 

“Cada mente é como se fora um mundo de per si, respirando nas ondas criativas que despede - ou na psicosfera em que gravita para esse ou aquele objetivo sentimental, conforme os próprios desejos sem o que a lei de responsabilidade não subsistiria”. O pensamento age e reage carreando para o emissor todas as fecundações, felizes ou infelizes que arremessa de si próprio, a determinar para cada criatura os estados psíquicos que variam segundo os tipos de emoção e conduta a que se afeiçoe. Enquanto se não aprimore, é certo que o Espírito padecerá, em seu instrumento de manifestação, a resultante dos próprios erros. (Mecanismos da Mediunidade - A. Luiz, Caps. XVII e XXIV) 

Nos Domínios da Mediunidade diz Aulus: (...) Quando não nos esforçamos por superar a câmara lenta da angustia, a idéia aflitiva ou obcecante nos corrói a vida mental, levando-nos a fixação. 

André Luiz, no cap. XVI de Evolução em Dois Mundos, falando do mecanismo da mente explica: Alma e corpo assemelham-se ao musicista e seu instrumento. Conjugam-se um com o outro para a execução do trabalho que a vida lhes reserva. A alma é direção e o corpo obediência, é da Lei Divina que o homem receba em si mesmo o fruto da plantação que realizou, e de seu próprio comportamento retira o bem ou o mal que, lançando ao caminho, estará impondo a si mesmo. 

O Espírito não pode esquecer a sublimação de si mesmo, que é amais alta vitória no processo de regeneração. Não deve também cultivar os sentimentos negativos de culpa e remorso que poderio levá-lo a um estado de fixação mental. Arrepender-se da prática danosa e perseguir a reparação é o remédio. Por estas razões é que o apóstolo Paulo adverte aos cristãos de Filipos: “uma coisa faço: esquecendo-me do que fica para trás e avançando para o que está adiante, prossigo para o alvo, para o prêmio da vocação do alto, que vem de Deus em Cristo Jesus” (Epístola aos Filipenses, 3:13). 

Bibliografia: KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos: pergs. 229, 257, 834, 965 a 972-a XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Nos Domínios da Mediunidade; Cap.25 XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo (Espírito André Luiz). Mecanismos da Mediunidade: Caps. XVII e XXIV XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Evolução em Dois Mundos: Cap. XVI KARDEC, Allan. A Gênese: Cap. XIV item 16 KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno: Caps. IV (Espíritos Sofredores) e VI (Criminosos Arrependidos) XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Emmanuel). Pão Nosso: Lição 15 DENIS, Leon. Depois da Morte: Caps. XXXIV e XXXVI XAVIER, Francisco Cândido (Espírito André Luiz). Obreiros da Vida Eterna A Bíblia de Jerusalém. Epístola aos Filipenses: cap. 3, versículo 13 XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Emmanuel). Alma e Coração: lição 11 (Tua Mente) 

Parte B - NECESSIDADE DA REENCARNAÇÃO - VIAGEM DA VIDA 

A volta do Espírito ao mundo corpóreo é conhecida desde os tempos remotos. Egípcios, os Hindus e os Gregos sabiam que a alma poderia voltar a Terra, usando um novo corpo. 

O Espírito não se purifica senão com vagar e as diversas encarnações são os alambiques em cujo fundo ele deixa, de cada vez, suas impurezas. 

A reencarnação é a mais excelente demonstração da Justiça Divina, em relação aos infratores das Leis, na trajetória humana, facultando lhes a oportunidade de ressarcirem numa as falhas cometidas em existências anteriores. A evolução é impositiva da Lei de Deus, incessante, inquestionável. Nessa Lei não existe o repouso, o desinteresse, a inércia. Por toda a Parte e sempre o impositivo da evolução, o imperativo do progresso. Ela enseja, mediante processo racional, a depuração do Espírito que evolve, contribuindo simultaneamente para o aperfeiçoamento e a sutilidade da própria organização física, nos milênios contínuos da evolução. 

Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, defende com argumentação irretorquível, o imperativo da reencarnação sob a ótica da justiça e da misericórdia de Deus. (L.E. item 222). Mas foi Jesus, indubitavelmente, quem melhor afirmou a necessidade da reencarnação, a fim de que o homem possa atingir o Reino de Deus. Em seu diálogo com Nicodemos (João, III 1-12) asseverou que o retorno a organização física para reparar e aprender, nascendo “do corpo e do Espírito”, repetindo as experiências que a necessidade impõe para a própria redenção. Não obstante Nicodemos interrogar: como tal seria possível, retomar ao ventre materno?, o Senhor assegurou-o, interrogando-o, a seu turno: como seria crível que ele doutor em Jerusalém, ignorasse aquilo, que era conhecido pelos estudiosos e pelos profetas?! 

Posteriormente, respondendo as perguntas dos discípulos (Mateus, 17:10-13), ao descer do Tabor, após a transfiguração. Reiterou que o Elias esperado, “aquele que havia de vir, já viera”, facultando aos discípulos que entenderam ser de “João Batista que Ele falara”. Somente pela reencarnação e não através da ressurreição João Batista poderia ser Elias, o Profeta querido de Israel. 

Jesus não modificou nem o ensino dos profetas nem o estabelecido pela Lei Antiga. Os adotou, acrescentando a sublime Lei do Amor, como sendo a única que poderia facultar ao homem a paz e a felicidade almejadas, propiciando-lhes desde a Terra, o sonhado Reino de Deus. 

“Quando Jesus nos convocou a perfeição, conhecia claramente a carga de falhas e deficiências de que estamos ainda debitados perante a Contabilidade da vida. (...) Somos criaturas humanas, a caminho da sublimação necessária e, nessa condição, errar e corrigir-nos para acertar sempre mais, são impositivos de nosso roteiro”. (Emmanuel - “Alma e Coração”, lição 54) 

Bibliografia: KARDEC, Allan. Livro dos Espíritos: item 222 KARDEC, Allan. Evangelho Segundo o Espiritismo: Cap. IV “Ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo. KARDEC, Allan. GE: Cap. 11, item 35 XAVIER, Francisco Cândido (Espírito Emmanuel). Alma e Coração: lição 54 PUGLIA, Silvia C. S. C. – CDM  

Questões para reflexão: 
1) Explique o mecanismo da fixação mental. 
2) Faça o seu comentário sobre o mecanismo da mente humana.
 3) Descreva o que você entendeu sobre a necessidade da reencarnação. 
4) Descreva sobre o efeito da Lei de Amor na evolução das almas.  

Parte C - DPM - QUINTA FASE – MANIFESTAÇÃO 

Esta fase é a finalização do processo, onde o Espírito comunicante se manifesta através de um médium que lhe permite a manifestação, seja pela forma verbal (psicofonia ou incorporação) ou escrita (psicografia), sendo pela forma consciente (telepática-ligação mente a mente), semi-consciente (ligação perispiritual entre ambos) ou inconsciente (transe sonambúlico e transe letárgico). 
Nesta fase o médium encontra-se na fase do envolvimento, com o Espírito comunicante já enviando a mensagem, bastando ao médium transmiti-la conforme a orientação do Dirigente de classe seja verbal ou escrita.

As idéias em forma de ondulações são recebidas pelo médium, interpretadas, ampliadas, trabalhadas e retransmitidas através do cérebro físico, sistema nervoso, órgãos da palavra (comunicação oral), braço e mão (comunicação escrita). Nesta fase de aprendizado primário, trabalhamos somente com os Benfeitores Espirituais. 

O dirigente da classe orienta os alunos da necessidade constante de cuidar de sua educação mediúnica através dos três aspectos vistos anteriormente, necessários ao seu aprimoramento mediúnico, que são: Aspecto Intelectual (Instruir-se na Doutrina Espírita, para obter conhecimentos especializados sobre mediunidade); Aspecto Moral (Evangelização do Médium, Renovação Interior, Evangelho no Lar); Aspecto Técnico (Refere-se à pratica, à técnica, ao adestramento de suas faculdades, para adquirir flexibilidade mediúnica, auto -controle, agindo com eficiência). 

O Dirigente da classe pede aos Benfeitores Espirituais que atuem nos médiuns acentuando sua ação em cada fase, dando o tempo necessário até o envolvimento, e na manifestação pedir que eles transmitam aos médiuns uma mensagem rápida, sendo uma ou duas palavras, no máximo uma frase, auxiliando assim aos médiuns em sua educação mediúnica. 

# Pensamento elevado e sintonizado na tarefa nos dará nitidez da mensagem # 

FEESP - CURSO DE EDUCAÇÃO MEDIÚNICA – 1º. ANO 

15/01/2016

Empatia, Simpatia e Antipatias

O que é empatia e simpatia?

A empatia é tentarmos entender os outros, termos a capacidade de ver e compreender a realidade através dos olhos dos outros.
 Muitos confundem a empatia com a simpatia, embora sejam diferentes.
 Simpatia é o que nós sentimos em relação aos outros ou o que transmitimos para os outros.
A simpatia tem como objetivo estar com o outro e agradar e a empatia tem como objetivo conhecer e compreender. Embora parecidos, seus significados são diferentes e devem ser usadas em situações diferentes. Ambos contribuem para um bom desenvolvimento das relações humanas, mas são conceitos distintos.

Lívia Pereira Santos em seu Livro Frente ao Estresse explica que a empatia, isto é, entrar no sentimento do outro possibilita:

  • ·          Aprender e compreender as vivências afetivas e os sentimentos.
  • ·         Encontros e reencontros que nos colocam em contato com o nosso íntimo.

É através dessas duas possibilidades que está condicionada:

  • ·         Aceitação
  • ·         Afetividade
  • ·         Afinidade
  • ·         Entendimento
  • ·         Concordância
  • ·         Proximidade.


Elementos indispensáveis para que haja simpatia entre as partes, e ação crescente de afetividade.
Lívia chama atenção para a TROCA ENERGÉTICA que se estabelece no processo simpático, fortalecendo os processos empáticos que vem a transformar laços de amizade em amor, convivência, sustentação e compreensão. Por outro lado, há também as tão faladas ANTIPATIAS motivadas pelos seguintes aspectos:

·         Distanciamentos;
·         Separações
·         Sectarismo (definir)
·         Intolerâncias
·         Indiferenças
·         Preconceitos
·         Desafetos
·         Desentendimentos

Esses aspectos fornecem ENERGIAS REPELENTES, densas, causando uma intoxicação mental, tendo como resultado os seguintes SENTIMENTOS:

·         Solidão
·         Constrangimentos
·         Irritação
·         Agressividade
·         Violência
·         Vulnerabilidade

O EQUILÍBRIO e a HARMONIA são de fundamental importância para que sejamos felizes e para obtermos sucesso na ciência do amor que se constrói pelas conquistas da empatia e da simpatia.

Lívia propõe um questionamento para que possamos refletir.
Quem de nós poderia dizer que não precisamos de afetos?

Quando obtemos sucesso na CIÊNCIA DO AMOR, contrária à lei do egoísmo, já adquirimos;

  • ·         Confiança no próximo
  • ·         Atitudes de paz
  • ·         Autoconsciência (quem sou eu?)
  • ·         Relacionamentos de amizade
  • ·         Afetividade
  • ·         Respeito mútuo
  • ·         Boa convivência


O amor age como força maior da expressão do afeto convergindo para o equilíbrio das relações interpessoais.

Há uma necessidade de COMPREENDER OS DEVERES E OS DIREITOS para que haja total aceitação dos limites e das necessidades do outro.

CONVIVÊNCIAS

O Evangelho guia os passos e os pensamentos de todos que buscam internalizar as lições do Mestre Jesus. Um autêntico guia para o nosso aperfeiçoamento moral e a forma de ver as coisas.

A autora explicar que VIVER é reagir diante das provas e das expiações, fortalecendo-se e firmando-se naquilo que se faz necessário para a sua própria evolução. Dentro desse contexto é preciso:

  • ·         Combater o desânimo e a inércia;
  • ·         Compreender as razões das provas
  • ·         Investir em sua reforma íntima
  • ·         Um trabalho útil, tornando-se produtivo na sociedade
  • ·         Investir em conhecimento, tornando-se mais instruídos.

Todos esses contextos de possibilidades afastam:

  • ·         A depressão
  • ·         A falta de vontade
  • ·         O estresse emocional
  •   Os desacertos das relações antipáticas como um todo.


No Livro segundo de O Livro dos Espíritos de Allan Kardec, Mundo Espírita ou dos Espíritos, Capítulo VII- Retorno a vida corporal, no item VII- Simpatias e Antipatias Terrenas, (Questões 386 à 391), Allan Kardec explica que:

Dois seres que se conheceram e se amaram podem encontrar se noutra existência corpórea , porém, não poderiam se reconhecer; mas serem atraídos um pelo outro sim; e frequentemente as ligações íntimas, fundadas numa afeição sincera, não provem de outra causa. Dois seres se aproximam um do outro por circunstâncias aparentemente fortuitas, mas que são o resultado da atração de dois Espíritos que se buscam através da multidão.

Nem sempre é agradável para eles se reconhecerem. A recordação das existências passadas teria inconvenientes maiores do que acreditais. Apôs a morte eles se reconhecerão e saberão em que tempo estiveram juntos.

A simpatia nem sempre tem por motivo um conhecimento anterior. Dois Espíritos que tenham afinidades se procuram naturalmente sem que se hajam conhecido como encarnados.

Há, entre os seres pensantes, ligações que ainda não conheceis O magnetismo é a bússola desta ciência, que mais tarde compreendereis melhor.

A antipatia entre duas pessoas pode nascer primeiro naquele cujo Espírito é pior ou melhor, mas as causas e os efeitos são diferentes.  Um Espírito mau sente antipatia por quem quer que o possa julgar e desmascarar; vendo uma pessoa pela primeira vez, percebe que ela vai desaprová-lo; seu afastamento se transforma então em ódio, inveja e lhe inspira o desejo de fazer o mal. O bom Espírito sente repulsa pelo mau porque sabe que não será compreendido por ele e que ambos não participam dos mesmos sentimentos; mas seguro de sua superioridade, não sente contra o outro nem ódio nem inveja: contenta-se em evitá-lo e lastimá-lo.

Já no capítulo V -Afeição dos Espíritos por certas pessoas (Questões 484 à 488), explica que os bons Espíritos simpatizam com os homens de bem, ou suscetíveis de se melhorar; os Espíritos inferiores, com os homens viciosos ou que podem viciar-se: daí o seu apego, resultante da semelhança de sensações.

A afeição verdadeira nada tem de carnal; mas quando um Espírito se apega a uma pessoa, nem sempre o faz por afeição, podendo existir no caso uma lembrança de paixões humanas.

Os bons Espíritos fazem todo o bem que podem e se sentem felizes com as vossas alegrias. Eles se afligem com os vossos males, quando não os suportais com resignação, porque então esses males não vos dão resultados, pois procedeis como o doente que rejeita o remédio amargo destinado a curá-lo.

A espécie de mal que mais faz os Espíritos se afligirem por nós é o vosso egoísmo e vossa dureza de coração: é disso que tudo deriva. Eles riem de todos esses males imaginários que nascem do orgulho e da ambição e se rejubilam com os que têm por fim abreviar o vosso tempo de prova.

  Comentário de Kardec:  Os Espíritos, sabendo que a vida corporal é apenas transitória e que as tribulações que a acompanham são meios de conduzir a um estado melhor, se afligem mais pelas causas morais que podem distanciar-nos desse estado do que pelos males físicos.

        Os Espíritos pouco se importam com os infortúnios que só afetam as nossas ideias mundanas, como fazemos com as aflições pueris da infância.

        O Espírito que vê nas aflições da vida um meio de adiantamento para nós considera-as como a crise momentânea que deve salvar o doente. Compadece-se dos nossos sofrimentos como nos compadecemos dos sofrimentos de um amigo mas vendo as coisas de um ponto de vista mais Justo, aprecia-os de maneira diversa, e enquanto os bons reerguem a nossa coragem, no interesse do nosso futuro os outros, tentando comprometer-nos, nos incitam ao desespero.

Nossos parentes e nossos amigos, que nos precederam na outra vida, tem mais simpatia por nós do que os Espíritos que nos sãos estranhos, e frequentemente vos protegem como Espíritos, de acordo com o seu poder.


Eles são muito sensíveis à afeição que lhes conservamos, mas esquecem aqueles que os esquecem.

14/01/2016

Joio & Trigo



Que o menino Jesus possa renascer em nós nesse momento de renovação espiritual a que tanto necessitamos nesse período de transição do Planeta Terra.

É tempo de transformarmos nossas ideologias teorizadas em doutrina em atitudes de amor, de sabedoria à luz da razão e do esclarecimento de que tanto necessitamos. Somos almas carentes de renovação imediata e somente a luz do espiritismo redivivo poderá nos fazer espíritas melhores.

O trabalho urge não só na casa espírita, mas também na família, no trabalho, nas relações que se estabelecem entre aqueles que estão em nossos caminhos, a propósito de aprender ou ensinar algo entre si.

Sejamos conscientes de nossas responsabilidades espirituais as quais somos chamados a praticá-las com seriedade, amor e equilíbrio com o nosso próximo.

Estejamos atentos à espiritualidade amiga que nos acompanha em nossa escalada de evolução espiritual a fim de compreendermos as sinalizações que nos sãos dadas nos momentos dos quais mais precisamos.

 A sintonia da oração, com o coração puro nos torna receptivos à compreensão daquilo que vem para nós. A sintonia se estabelece pela oração e pelo sentimento puro que colocamos naquilo a que nos propomos fazer num ideal de amor.

Vamos construir uma edificação de luz, de energia positiva onde os sentimentos pequenos dos quais se ocupam o homem encarnado, sejam desfeitos por essa energia de amor, energia construtiva, imbuídos no bem.

Sejamos fortes e determinados a se ocupar das causas nobres que engrandecem o nosso ser perante o Cristo.

Separemos o joio do trigo de maneira que o joio não seja renegado, mas acolhido e transformado. Entendamos que o trigo de hoje foi o joio de ontem e se hoje você é trigo ontem já foi joio.

Jesus disse: “Amai os vossos inimigos como a si mesmo”.
Essa máxima engloba toda a caridade necessária que deve ser praticada ao seu próximo ainda que o seu próximo esteja bem distante daquilo que seja o ideal perante o Cristo. Mas quem somos nós para julgar?

Exerçamos o que nos cabe por direito, o que dispomos para derramarmos sobre os nossos irmãos que nada mais é o perdão de todas as ofensas sofridas e causadas por cada um de nós, não só nessa vida como em vidas passadas.

Essa casa amparada pelos Irmãos Espirituais, Mentores Celestes, vem ajuda-los a reerguer a seara do bem, pois vos sois os trabalhadores da última hora. Estejamos sempre na sintonia com a Espiritualidade Maior que jamais desampara, jamais castiga, porque está livre de julgamentos, porém se mantém na condição desse barco de amor a guiar o leme.

Ao joio raramente a luz vai esclarecer e é preciso saber lidar com ele. Pois, é preciso compreender que cada um tem seu tempo de esclarecimento, de compreender o espiritismo à luz da razão e não mais da emoção pura e simples.

Quando é chegado o tempo do esclarecimento à luz da razão, o momento se abre à maioridade das ideias espíritas que exige de nós a educação de nossos sentimentos, de nossos instintos, tornando possível uma relação harmônica entre todos.

Não há outro caminho para a autotransformação que não seja através da educação de nossos sentimentos.

Irmãos, eu venho lhes convidar a fazer parte dessa busca incessante, de auto-burilamento a qual a humanidade está inserida sem a consciência real de seus atos perante a construção de sua escalada espiritual, rumo à evolução.

Sejamos fortes e determinados, imbuídos no sentimento de amor e nos dediquemos nesse momento, a identificar em nós, cada imperfeição moral que trazemos de vidas passadas, construindo o homem novo que Deus escolheu para habitar o Planeta Terra que busca construir os alicerces da regeneração, deixando aos poucos de ser um planeta de provas e expiações.

Tomemos consciência de que a regeneração começa em cada um de nós individualmente, para daí construirmos o todo de um planeta tão complexo.

Irmãos, estejamos unidos pelos mesmos objetivos, em tempos de concórdia e amorosidade de que tanto necessitamos.

Que a Paz de Deus esteja com todos!

Psicografia de Alessandra Uzêda em 17/11/2014
Casa da Caridade Irmã Elisabete